sexta-feira, agosto 05, 2005

Alentejo, debruado a Arraiolos



Na dourada planície alentejana
Onde o sol penetra e tudo queima
A falta de água mísera e insana
Quebra a vontade abate a alma

Nessa imensa e dourada pradaria
O vento de suão seca a cortiça
Leva consigo, numa lenta agonia,
O suor a que chamam de preguiça

Mas o Alentejo é belo e majestoso
Quem o ama chama-lhe de formoso
Quem parte volta, nunca diz adeus

Por isso há sempre vozes em coro
Cântico alentejano em vez de choro
A alma alentejana tem a força de Deus



Poemas de Amor e Dor


Rogério M. Simões


19-04-2005

Foto feita perto de Vila Nova da Baronia

A.C.Vera Cruz -(Montra Digital)

4 comentários:

Mocho Falante disse...

Ora aqui está um poema que ilustra bem o que eu sinto pelo Alentejo

batista filho disse...

A foto é linda, claro!... ou deveria dizer "clara"? Quanto ao poema, a descrição é parecida com o nordeste brasileiro, região de secas períodicas, ficando pois, mais fácil o entendimento - de uma realidade por demais difícil!
Um abraço.

O Micróbio disse...

Mais um que deixou o SAPO e veio até ao blogspot... sensata decisão! :-)

Anónimo disse...

Alentejo provincia de gente acolhedora e amiga. Vivi no Alentejo 11 anos que deixaram recordações agradáveis. Volto lá sempre pelas ferias para rever aquele povo que amo. Feliz fim de semana. Bjks da DoceRebelde