terça-feira, agosto 09, 2005

A Rosa de Hiroshima




De novo é publicado este poema de Vinícius de Moraes


Que o Homem o decore de vez para impedir que se repita tal gesto de desumanidade,
de desamor, de indiferença pela vida humana.



.


Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada




(Vinícius de Moraes)
(Foto-Joaquim Chitas - Fotografia na Net)

10 comentários:

wind disse...

Fizeste bem em editar este poema. Não devemos esquecer nunca e é pena que as guerras estúpidas continuem. beijos

Mocho Falante disse...

E este poema cantado pelo mitico Ney Mattogrosso???

É uma explosão de sentimentos... muito bem escolhido sim senhor...hoje também foi dia de poemas lá no meu poiso para compensar a locura dos festivais LOL

Cristina disse...

Olá,

Já é a segunda vez que hoje vejo um poema de Vinícius, tanto o outro como este são muito lindos
:)
beijinhu

batista filho disse...

Vinicius?! adoro!

Isabel-F. disse...

Oi Lumife....

Nunca é demais ler este poema tão maravilhoso... infelizmente inspirado naquela que eu considero a maior tragédia dos nossos dias...

Bjs

O Micróbio disse...

Para que ninguém esqueça...

Nina disse...

Lindissimo...

Beijinhoo :)

paper life disse...

Nunca é demais relembrar tal aberração vinda da estupidez humana e a qualidade desse poema bem o exprime.

Lumife, obrigada pelas palavras e o poema que deixaste lá em "casa".

Naquele post não consigo dizer mais nada.

Grata, Amigo.

Bjs

Anónimo disse...

Einstein, o pai da teoria que permitiu descobrir a força contida na fissão do átomo, disse uma vez:
- Para o génio humano há limites. Para a estupidez não!-

Charlie
xarly2@hotmail.com

Anónimo disse...

Um tremendo estoiro libertou
todo o inferno condensado nuns instantes.
Os milhares de mortos tiveram a rosa como mortalha.
Subiram aos ceus e os seus átomos chovem-nos em lágrimas todos os dias.
Não lancei bomba nenhuma sobre nenhum inocente.
Mas sempre que uma pinga me cai na mão eu olho para o céu e peço perdão àquele bocadinho de água que também é Humanidade.


Charlie

xarly2@hotmail.com