terça-feira, setembro 06, 2005

Agenda de Setembro


ALJUSTREL


Dia 07 - Jornadas do Idoso (Parque das Merendas)


Dia 10 - ERVIDEL - Encontro de Grupos Corais


Dias 16 a 18 - IV Edição do Jazzmin


Dias 22 a 25 - VIII Jornadas da Juventude



ALMODÔVAR


Dias 14 de Setembro a 14 de Outubro - Exposição Evocativa da Memória e Obra do Pintor Severo Portela Jùnior



ALVITO


III EDIÇÃO DO MÊS DO IDOSO DO CONCELHO DE ALVITO



De 01 de Setembro a 01 de Outubro de 2005




DIA MUNDIAL DO TURISMO


JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO


"BAIXO ALENTEJO - QUE TURISMO?" ALVITO - 27 de Setembro



BEJA


Dias 9 a 12 - Festas de BERINGEL


Até 30 de Setembro - Emoções - Pintura de Isa Carolina-Casa da Cultura



Até 28 de Setembro - Submarino - 10 Anos de Banda Desenhada - Casa da Cultura



Feira da Praça - Primeiro sábado de cada mês.



CASTRO VERDE


Planície Mediterrânica a decorrer em Castro Verde, de 8 a 11 de Setembro, no âmbito da rede cultural do Festival Sete Sóis Sete Luas



FERREIRA DO ALENTEJO


Até 09 de Setembro - Exposição de desenhos elaborados por doentes do Hospital Júlio de Matos


Dia 14 - Pelas 21 horas - Lançamento do 1º livro de poesia "À Flor dos Sentimentos" de Maria Isabel Montes



Dias 16 de Setembro a 16 de Outubro - "O Corpo" exposição de pintura e escultura de Nazarett Moreira



MÉRTOLA


Dia 15 de Setembro - Jantar de angariação de fundos para a Liga Portuguesa contra o Cancro


Dias 09 a 11 de Setembro em VALE DO POÇO - III Edição da Feira Agro-Pecuária Transfronteiriça



MOURA


Até 23 de Setembro - Prémio Salúquia às Artes - Prazo de entrega dos trabalhos 23/09/05



ODEMIRA


Até 08 de Setembro - Festas de Nossa Senhora da Piedade.



Dias 10 e 11 - 14º Encontro do Centro de Estudos Documentais.



À Beleza








Não tens corpo, nem pátria, nem familia,

Não te curvas ao jugo dos tiranos.

Não tens preço na terra dos humanos,

Nem o tempo te rói.

És a essência dos anos,

O que vem e o que foi.



És a carne dos deuses,

O sorriso das pedras,

E a candura do instinto.

És aquele alimento

De quem, farto de pão, anda faminto.



És a graça da vida em toda a parte,

Ou em arte,

Ou em simples verdade.

És o cravo vermelho,

Ou a moça no espelho,

Que depois de te ver se persuade.



És um verso perfeito

Que traz consigo a força do que diz.

És o jeito

Que tem, antes de mestre, o aprendiz.



És a beleza, enfim. És o teu nome.

Um milagre, uma luz, uma harmonia,

Uma linha sem traço...

Mas sem corpo, sem pátria e sem família,

Tudo repousa em paz no teu regaço.



À Isabel Filipe que me ofereceu a imagem que abre o post de hoje retribuo com todo o carinho ofertando este poema de Miguel Torga.