quarta-feira, novembro 30, 2005

"Ainda Refulge ..."





Ainda refulge a chama

que perturbou um dia meus sentidos?



Não se apaga jamais

a luz de certo olhar que em segredo amei?



Chora, em meu coração,

a nostalgia do bem com que sonhei?



Da noite, abismo imenso,

oiço indistinta voz chamar por mim?



O que me falta e inquieta

serás tu, de quem não sei o nome?



Ou todo o sonho erguido é cinza ao vento,

estrela fria, cada vez mais longe

do puro silêncio em que se esvai a vida?



(Luís Amaro)