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Gravura de Vieira da Silva



Liberdade



Aqui nesta praia onde

Não há nenhum vestígio de impureza,

Aqui onde há somente

Ondas tombando ininterruptamente,

Puro espaço e lúcida unidade,

Aqui o tempo apaixonadamente

Encontra a própria liberdade.



(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Comentários

MARIA VALADAS disse…
Sou fã incondicional da inesquecível poetisa SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN...
Agradeço Lumife por colocar um tão belo poema!!
Tambem estive a ver o video do encontro de blogues...e uma lágrima
rebelde rolou pelo meu rosto!
UM BOM FIM DE SEMANA!!
Cumprimentos da...............Maria
Isabel-F. disse…
Belissimo poema...como tudo o que foi escrito por esta Mulher...

Bjs
Manel do Montado disse…
Tudo que venha da SMBA é sempre uma benção. A senhora era e perpetua-se na sua obra genialmente.
Boa escolha.
Dra.Daniela Mann disse…
Um blog muito lindo!
Gostaria de ter o seu link, mas no meu blog são as visitas que se linkam! Por isso e se for da sua vontade, vá até lá e clique no logotipo do "Páginas Amar-ela", o dos morangos, para fazer o registo e adicionar o seu blog!
Um abraço,
Dani
segurademim disse…
Feliz 1º de Maio

beijo
TMara disse…
respiro fundo.
Bjs e ;)
Kalinka disse…
Sou fã de SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN. DELA TUDO É BELO.

As suas poesias são uma delícia de chocolate, para quem gosta do mesmo...
Já estive a ver o vídeo do encontro e, realmente, não se brinca em serviço...onde já se viu um encontro destes, com conferência de Imprensa e tudo?

Também já vi as fotos...será que poderei estar presente no II encontro? Tomara que sim, será sinal de que estarei melhor da minha saúde.

E, como diz Sophia:
Aqui nesta praia onde
há somente ondas tombando ininterruptamente,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Um forte abraço de saudades.
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Caro amigo

Já visionei as imagens do encontro de blogs, parabéns foi ao que me parece uma excelente iniciativa, para enviar use este mail:sagog@hotmail.com

um abraço e bom fim de semana

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Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
.
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.
E se aí também não possa
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menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

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Por que não dizer baixinho, como quem reza:
- Ó doce e incorruptível Aurora...
se só as estrelas é que me entenderiam?

Emílio Moura



Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

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António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij