Foto de Sergey Ryzkov



Soneto à maneira de Camões - Sophia de Mello Breyner

Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é meu tormento.

Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que m’o dês – pois o que eu quero
Ninguém o dá se não por um momento.

Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano
E de eu te possuir sem tu me dares.

Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.

Comentários

meialua disse…
Oi, vim deixar um beijo enorme carregado de carinho e dizer até breve...**
Abade.anacleto disse…
Olá Lumife, mais uma vez cá vim aprender ao teu Blog. Que poema lindo. Conheço algum do trabalho de Sophia, mas este lindo poema escapou-me até hoje. Agora já está na minha alma. Obrigada por ensinares a usar melhor os olhos da alma.
Lisa disse…
Bom dia Lumife...

Que post lindo...a imagem nem se fala...(pedi licença pra mim mesma...salvei esta linda imagem...) ;))

PS: Será "eu" a romântica?! Hum...sei não hein!! rsrsrs...

Desejo-te um lindo final de semana com ternura

Beijos a Carolzinha e tb para o Vozito Babão ;))

Smackssss...
wind disse…
Sophia escrevia oque queria:) beijos
AJRamos disse…
Bom Fim-de-Semana
TMara disse…
qnd um dia, numa qq vida, for grande, quero escrever assim. Bjs para vocês.
Poema cheio de beleza que tanta falta faz às mentes Lusas

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