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Foto Stefan Beutler - photo net




Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!



(Sophia de Mello Breyner Andreson)



Comentários

Lisa disse…
Olá Lumife...que privilégio..."primeirinha"...rsrs...

Lindo post...está um encanto...

Desejo uma noitinha super mágico com ternura pra ti...

Beijosss...
Manel do Montado disse…
Lindo....sempre lindo quando se trata de SMBA.
Um abraço.
emília couto disse…
Lindo post, gostei muito. E tenho recebido seus maravilhosos emails. Obrigado . Estou adorando
Beijos com carinho
Emilia Couto
bitu disse…
Sophia...sempre defensora de grandes valores. Bom fds por terras alentejanas que nesta época estão lindissimas....Que bem que me sabia o fds junto a essa bela barragem do Alvito....
Isabel-F. disse…
Belissimo poema ... como tudo o que Sophia escreveu...

bfds
bjs
Henrique Santos disse…
Estou num lugar que gosto, na casa dum amigo, tenho que lêr, qualidade e cultura, gosto de Beja, enfim, como dizia o outro, já lá passei horas felizes...
Um abraço, Ricky
TMara disse…
e as palavras saem com a naturalidade e pureza da respirção de uma criança.
Bom f.s maigo. Bjs para toda a linda e simpática família
O Chaparro disse…
desejo te um bom fim de semana
Kalinka disse…
LUMIFE
Óptima escolha...Sofia de M.B.A.
Está tudo dito.
Se fores, ao meu kalinka, tenho lá uma confissão e um agradecimento à tua pessoa, espero por ti...
Infelizmente, mais uma 6ª feira que passou e eu, enfiada em casa, mas para quem trabalha é óptimo, sinal de que amanhã é sábado, e mais não digo.
Bom fim de semana. Beijokas.
Um beijinho muito especial à Carolina.
Nilson Barcelli disse…
Uma boa escolha.
Com boas fotografias.
Abraço.
António disse…
Olá!
Gosto muito desse pequeno poema da Sofia.
Obrigado pela tua visita.

Um abraço

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Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

Como a noite descesse...

Como a noite descesse e eu me sentisse só,
só e desesperado diante dos horizontes que se fechavam,
gritei alto, bem alto: ó doce e incorruptível Aurora!
e vi logo que só as estrelas é que me entenderiam.
Era preciso esperar que o próprio passado desaparecesse,
ou então voltar à infância.
Onde, entretanto, quem me dissesse
ao coração trêmulo:
- É por aqui!

Onde, entretanto, quem me disesse
ao espírito cego:
- Renasceste: liberta-te!

Se eu estava só, só e desesperado,
por que gritar tão alto?
Por que não dizer baixinho, como quem reza:
- Ó doce e incorruptível Aurora...
se só as estrelas é que me entenderiam?

Emílio Moura



Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

SE FOSSES ...

Se fosses luz serias a mais bela De quantas há no mundo: – a luz do dia! – Bendito seja o teu sorriso Que desata a inspiração Da minha fantasia! Se fosses flor serias o perfume Concentrado e divino que perturba O sentir de quem nasce para amar! – Se desejo o teu corpo é porque tenho Dentro de mim A sede e a vibração de te beijar! Se fosses água – música da terra, Serias água pura e sempre calma! – Mas de tudo que possas ser na vida, Só quero, meu amor, que sejas alma!

António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij