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Foto lg-Farid Salemi-photo net





Adormeço
No fundo de um poema
Ainda por fazer
Convoco a memória
E os sentidos
Na procura de tudo
Que se esconde na noite
Mas o silêncio perdura
As palavras fogem de mim
Como folhas de Outono
E desaparecem
Na sombra
De forma indolor

Mas tu já sabes a cor
Do meu silêncio,
As palavras
Que não escrevo,
Aquelas que não digo,
E que clandestinas
Vão pousar
Suavemente
Nos teus lábios...

Frog




Comentários

wind disse…
Bonito:) beijos
Abade.anacleto disse…
Como sempre e reafirmo. Este é um Blog em que venho respirar ar puro.
Abençoados os poetas e a sua poesia.
Um grande abraço Lumife.
Excelente. Bom fim de semana
Manel do Montado disse…
Poema lindo o do Frog, acompanhado de uma bela imagem.
Soberba a escolha.
Um abraço
della-porther disse…
Lindissimo. Um poema para começar o dia e que dia...aqui o sol brilha intensamente as 11 da manhã. Completou o que faltava nesse meu acordar. Amei
Um grande beijo

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Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

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moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
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me leve no coração.
.
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.
E se aí também não possa
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menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

Como a noite descesse...

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Onde, entretanto, quem me disesse
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Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

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António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij