Avançar para o conteúdo principal
Foto de Katrin Taepke - (enjoy the silence)





VAZIO



Olho,
Não te vejo.

Falo,
Não te ouço.

Quero-te?
Não sei.

Existes?
Só em sonho.

E é para ti
Este poema…
Sem voz,
Mas com amor.

Sem olhar,
Mas com ternura.

Com tristeza.
Sem rancor.

Com saudade
Do teu calor.

Sei…
Sei que te quis.

Sei que és
A ilusão
Duma ternura
Doce e pura,
Que não terá amanhã.

06/07



(Olinda Bonito)

Comentários

Mily disse…
Que bom ter recebido tua visita, meu amigo, e melhor ainda saber que coisas boas tem acontecido para ti. Bem mereces essa felicidade que te chegou de forma tão abençoada.

Gostei imensamente da postagem de hoje e a imagem diz tudo, e a sugestividade do título no apreciar do silêncio forma um verdadeiro poema que toca profundamente a alma.

Soubeste bem associar a imagem aos versos da Olinda Bonito, integrados de uma forma suave num momento de nostalgia, quando a conscientização da ausência/presença do outro se faz de maneira profundamente bela.

Que esse período de paz se prolongue em tua vida, amigo querido, e que a felicidade esteja sempre na tua alma fazendo renascer flores, estrelas e sorrisos.

Deixo-te beijos carinhosos para dizer de minha admiração por ti e por tudo que representas nesse mundo blogueiro.

Fica na paz e no amor de Deus, pois Ele certamente te guarda no Seu bondoso coração de Pai.
wind disse…
Lindísimo poema com que voltaste:)
Beijos
batista filho disse…
Meu amigo, o reencontro com as pessoas que nos caras é sempre motivo de festa: a alma se nos ilumina.

Um abraço fraterno.
Brilhante regresso com este excelente poema..Lindo e com muita ternura.Abraço
meialua disse…
A imagem é linda.
Um beijinho aqui da meialua que continua atarefada ;P
Caso para dizer, Oh Linda que Bonito.
Anónimo disse…
Olinda,

Que doçura de surpresa! Sempre fico emocionada com as suas palavras. Obrigada por nos inundar a alma com sentimentoos lindos.

Jinhos doces e apertadinhos da vossa eterna amiga Lisa.
Anónimo disse…
Olinda,

Que doçura de surpresa! Sempre fico emocionada com as suas palavras. Obrigada por nos inundar a alma com sentimentoos lindos.

Jinhos doces e apertadinhos da vossa eterna amiga Lisa.
Lmatta disse…
Lindo poema
gosto
beijos

Mensagens populares deste blogue

Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

Como a noite descesse...

Como a noite descesse e eu me sentisse só,
só e desesperado diante dos horizontes que se fechavam,
gritei alto, bem alto: ó doce e incorruptível Aurora!
e vi logo que só as estrelas é que me entenderiam.
Era preciso esperar que o próprio passado desaparecesse,
ou então voltar à infância.
Onde, entretanto, quem me dissesse
ao coração trêmulo:
- É por aqui!

Onde, entretanto, quem me disesse
ao espírito cego:
- Renasceste: liberta-te!

Se eu estava só, só e desesperado,
por que gritar tão alto?
Por que não dizer baixinho, como quem reza:
- Ó doce e incorruptível Aurora...
se só as estrelas é que me entenderiam?

Emílio Moura



Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

SE FOSSES ...

Se fosses luz serias a mais bela De quantas há no mundo: – a luz do dia! – Bendito seja o teu sorriso Que desata a inspiração Da minha fantasia! Se fosses flor serias o perfume Concentrado e divino que perturba O sentir de quem nasce para amar! – Se desejo o teu corpo é porque tenho Dentro de mim A sede e a vibração de te beijar! Se fosses água – música da terra, Serias água pura e sempre calma! – Mas de tudo que possas ser na vida, Só quero, meu amor, que sejas alma!

António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij