terça-feira, agosto 01, 2006

Foto de João Carlos Espinho





ALENTEJO

No meio da planura
De céu azul e carmim
Cresci eu, a desventura
E uma réstea de esperança,
Que as Primaveras vividas
Felizes e bem sentidas,
Fossem auroras claras
Dum Verão ardente
Num Alentejo bem quente,
Que incendeia o coração
E a alma desta gente,
Que olha o Outono
Não, como um retorno,
Mas como a aventura
Duma nova viagem,
Tendo em si a miragem
Que do castanho do arado
Virá uma vida nova,
Que a todos lembrará
Que a vida, como o Alentejo
É esperança e amargura,
Coragem e renovação,
Como a força desta gente
Que está sempre presente
P`ra que o trigo dê pão.



(Olinda Bonito - 06/06)

4 comentários:

lazuli disse...

nem de propósito, meu amigo. Finalmente depois de alguns anos voltei ao Alentejo. Mas soube tanto a pouco. Beijos

Barão da Tróia II disse...

Ai o Alentejo o Alentejo...gosto muito porra.

Thiago Forrest Gump disse...

Gostei da foto.

Mas gosto mesmo é do outono! Para mim, a melhor estação.



Abraços

didi disse...

Adorei o poema!