terça-feira, dezembro 04, 2007

Nuvens correndo num rio




Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!

Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.

Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?

Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?

Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.



Natália Correia

13 comentários:

peciscas disse...

Mais um extraordinário poema da grande Natália, ilustrado por uma excelente imagem.

A vida.... disse...

ola!!

;-) obrigada pelas boas vindas.
gostei muito da sua visita no meu blog e do comentario ;-)
apareça mais vezes...

um bj

Fuser disse...

Lu

a imagem é linda e o poema também.


beijos

Fuser

Peter disse...

A foto é magnífica e Natália é Natália.

Gi disse...

Natália Correia, uma grande mulher, uma grande poeta, um grande bicho polítido, Um belíssimo poema e uma imagem de excepção. gostei

beijinhos

jocasipe disse...

Excelente poema, devoidamente enquadrado numa bela imagem.

Maria, Flor de Lotus disse...

Olá Lumife, só mesmo tu para trazeres à Terra um pedacinho tão especial desse azul do céu.
É muito linda a imagem. O efeito , para quem vê deste lado é mesmo esse : o de quem espreitou o céu.
O poema é lindo, um pouco triste, mas lindo, tal como o é(foi) Natália .
Um beijinho
Maria

José Rasquinho disse...

Uma maravilha de imagem para ilustrar este magnífico poema da Natália! Parabéns pela escolha!
Abraço

Lisa disse...

Que imagem linda!
Vim dizer que te adoro mto mto!!!

Dia super lindo pra ti...

Jinhusss...

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá Lumife, Linda imagem a ilustrar,
um belíssimo poema.
Parabéns,
Beijinhos,
Fernandinha

http://paixoeseencantos.blogs.sapo.pt disse...

um belo poema com uma imagem tão bela até me deixou sem palavras :)
lindo.
bjo
carla granja

Olhos de mel disse...

Nossa que poesia linda, embora muito triste! Navio que não tenho, num rio que não existe, é forte viu?
Beijos

Paula Raposo disse...

Sempre excelente a Natália!!