segunda-feira, maio 21, 2007

ARTE PÚBLICA




O MUNDO DA GENTE

...para todos os que tragam nos olhos uma mão cheia de feno e nas palavras um pintassilgo.


Pensa que o mundo está cheio de gente que luta
para que um rio de lodo não se atravesse entre a vida e o sonho.





Todos tivemos infância:
só que alguns, mais do que outros,
a perderam na distância.

Eduardo Olímpio




A Arte Pública, apresenta O MUNDO DA GENTE , a partir de textos de Um Girassol chamado Beatriz e de António dos Olhos Tristes do escritor Eduardo Olímpio.

Uma viagem sobre a ternura e as cumplicidades de que se tecem as relações humanas - nas diferenças e nas semelhanças .


A Arte Pública tem o prazer de encenar um autor que toca no coração das pessoas com a simplicidade das coisas ditas, porque vividas: Eduardo Olímpio.



Toca-nos a escrita deste autor porque, despida de artifícios literários, reveste de poesia as pequenas coisas do quotidiano e retém, com a marca da oralidade, a memória da infância retida num tempo e num espaço rural.



Eduardo Olímpio nasce e cresce no Baixo Alentejo – e será um observador pertinente do mundo que o cerca, chegando à escrita serena do adulto com o olhar limpo e fresco da criança.



Honra-nos levar a cena uma proposta dramática baseada nos textos de UM GIRASSOL CHAMADO BEATRIZ e de ANTÓNIO DOS OLHOS TRISTES – de um autor que merece ser divulgado.



Em termos dramaturgicos, iremos destacar, na montagem desta obra,

- a contextualização de uma época que já não é a dos meninos de hoje – a simplicidade dos jogos, a realidade da fome, um olhar diferente sobre a infância – uma criança que tem um emprego é uma sorte – os números do circo são quase ingénuos, as relações de poder estão muito presentes na estrutura social e profissional, etc.

- um olhar exterior sobre a variedade de tipos/personagens que é construtora do universo onde cada um se movimenta ao longo da vida – e, por isso, os três actores vão desdobrar-se, em apontamentos de múltiplos personagens:

- a verdadeira humanidade, presente no discurso e acção de António dos Olhos Tristes, a grande alma que tem olhar lúcido e crítico sobre a actuação dos homens.


Em cena no Teatro Pax-Julia, em Beja,


Maio | Sáb 26 / Dom 27 às 16.00h **

Maio | 28, 29 e 30 às 10.30h / 15.30h *

Junho | 2 às 15.00h**




Junho | 3 às 16.00h | Auditório do Museu de Fotografia de Seia

Junho | 7 às 16.00h | Centro Cultural de Fronteira***



* Sessões para as escolas – Marcação no PAXJULIA - Teatro Municipal de Beja


** Sessões para todo o público



*** TERRITÓRIOARTES



Para mais informação, contacte-nos.

pela arte pública
a Produção
Raúl Bule
964781436