sexta-feira, abril 04, 2008

A B R I L - L I B E R D A D E

Imagem DAQUI



O golpe de estado militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas. Este levantamento é conhecido por Dia D, 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português. (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).


Cravo
O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.


No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.

Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.




Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica que então se estabelecia para o país. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.

A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.



O 25 de Abril visto 33 anos depois

O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais.

Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.

Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de Abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo.

As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e as nacionalizações feitas no periodo imediato ao 25 de Abril de 74 que condicionaram sobremaneira o crescimento de uma economia já então fraca.

(Fonte : WIKIPÉDIA)



Amadeu Sousa Cardoso - Menina dos Cravos

12 comentários:

Odele Souza disse...

Olá,
Fiquei um pouco por aqui e além de ter gostado muito de teu blog, gostei de ver a foto de Flavia aí ao lado. Obrigada.

Um beijo.

JOSÉ FARIA disse...

ABRIL ANTIGO

Que recitar ou declamar,
Sobre Abril, sobre a história?
Que tenho p’ra vos contar,
Se Abril foi de glória!
Já tudo foi dito e escrito,
Do país é já memória.
Já tudo foi dito e escrito,
Tudo foi declamado:
Do que foi Abril, o grito,
Da arma G3 com cravo.
Faz parte da nossa história,
E na escola é ensinado.
Revolução pela liberdade,
Novo mundo nos foi dado.

Que tenho eu p’ra vos contar,
Se tudo já foi contado!
Falar dos militares de Abril,
Neste país tão mudado?
Falar dos nossos partidos
Que o têm ignorado?
Não!...

Abril são as nossas mãos,
Sempre dadas, sempre unidas.
É a amizade entre irmãos,
São as lutas conseguidas.

Abril é a nossa vontade,
É juventude e mocidade.
Abril é servir a terra
Que Abril aos filhos lega.

É de todos quantos dão,
Amor e fraternidade.
No lugar, terra, nação,
Ensinando a liberdade.

José Faria
Abraço fraterno por Abril.

Lisa disse...

Olá Luís...

Obrigada pelo carinho...

Tb desejo um lindo final de semana pra ti com ternura...

Fica com Deus...


Beijosss...

Vieira Calado disse...

Penso que é uma análise (sucinta), mas basicamente correcta.
Um abraço.

tulipa disse...

Amigo Beja:
Vou encerrar o meu blog e já criei o meu novo espaço, este será apenas para as pessoas que tenho no coração. Muitas outras mostraram não merecer a minha amizade, criando problemas na minha Vida, quero esquecer isso.

Com alguns erros de percurso, sempre lutei por aquilo que julguei justo.
Desfaleci em alguns momentos, chorei de raiva por causa de injustiças, sofri por não me calar quando isso era mais fácil.

Sou feliz por ser quem sou, continuo a querer aquilo que acho que mereço.
Sei que ainda vou errar mais algumas vezes, mas procurarei corrigir o rumo, tentando ser como sou, em busca dum mundo melhor.

Beijo.
Bom domingo.

lena disse...

entrei para te dizer que toquei nesse cravo

abril em liberdade!


abraço-te com o meu carinho

beijinhos

lena

cõllybry disse...

Recordo bem esse dia, mas não por boas recordações...de qualquer forma, digo viva a Liberdade

Doce beijo

carla granja disse...

E viva a liberdade sempre
espero por ti no meu blog
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¶´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´¶
¶Hoje não tenho certeza´´´´¶
¶se fiz tudo o que devia...´´´´´´´¶
¶mas tenho certeza que fiz´´´´¶
¶o mais importante.´´´´´´´¶
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¶´´LEMBREI-ME DE TI´´´´´´¶
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bjsssssss
carla granja

peciscas disse...

Abril sempre!
Mas parece ser urgente reabrir as portas que Abril abriu e que alguém parece querer cerrar...

Isabel Magalhães disse...

É um prazer passar por cá.

Gostei de reencontrar Amadeu Sousa Cardoso e de ouvir José Afonso.

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I.

Paula Raposo disse...

Concordo com o Peciscas. Gostei deste teu post. Beijos.

Peter disse...

Um artigo excelente, isento e imparcial.
Tens razão qd escreves:
"O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas."
Esse aspecto continua a verificar-se nas FA, principalmente no Exercito.

Realças bem:
"não só capitães", soldados, sargentos e majores e ten-coronéis. Parece-me não ter havido nenhum coronel, embora alguns comandantes de Unidade, tivessem conhecimento do que se passava.