quarta-feira, abril 02, 2008

Lembrando MÁRIO VIEGAS




Mário Viegas (1948-1996), encenador, actor, declamador de raro talento, interiorizou a poesia como poucos. Improvisou textos extraordinários, deu a conhecer autores, disse o que tinha a dizer de Portugal e do mundo. Fez da sua vida um poema de luta pelas ideias. Com radical desprezo pelo poder, foi Rei das Berlengas e amante de Beckett, dos palcos, das palavras, do vinho e da verdade. Disse: "Nascemos e durante a vida estamos à espera de uma coisa que nunca chegará, que chega pouco... A vida sempre foi assim."
12 anos de ausência mas sempre presente na nossa lembrança.

10 comentários:

Teresa David disse...

Tive o prazer de ver quase todos os seus espectáculos e privar pessoalmente com ele, que era tímido e não de mtas falas, salvo com o seu grupo restrito de amigos.
Mas foi um talento insubstituivel.
Também já estou actualizada.
Bjs
TD

Isabel Magalhães disse...

O Mário faz falta.

Gostei de o ver lembrado aqui.

[]

I.

Um Momento disse...

Recordo com saudade Mário Viegas...aqui nesta Bela Homenagem á sua Pessoa ...

Grata!

Deixo um beijo...em ti

(*)

peciscas disse...

Também tive o privilégio de o conhecer pessoalmente, quando passou pelo Porto, nos seus vinte e poucos anos.
Estava a dar os primeiros passos como actor e declamador (não gosto deste termo, mas em alternativa teria de usar "diseur") de poemas de luta.
A última vez que falei com ele, andávamos ambos na tropa e ele sofria abominavelmente com essa situação, pois não tinha a mínima apetência para fardas.
Foi um talento sempre inconformado e contra-corrente, que passou demasiado rápido pela vida. Se calhar teria mesmo de ser assim.
Intenso, único e vertiginoso!
Faz cá falta!

JOSÉ FARIA disse...

Olá amigo Lumif.
O Mário Viegas sempre me inspirou, sobretudo pela forma como se exprimia, como declamava ACENTUADAMENTE.
E foi nessa forma de afirmar as palavras, o verso, que escrevi estes versos, e senpre que os leio tenho o Mário presente:

POR TERRA

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Venci a força que me destruía,
Sair do caminho por onde seguia,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Destruí a ideia de que dependia,
Memória que só a ti servia,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Não sou mais vós que a vontade queria,
De dar de mim o que em mim nascia,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Do lugar e vós o que mais queria,
Crescer e paz, mais alegria,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Jamais se lembrem que eu Faria,
O ver parou, a mente é fria,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Vencer-me? – Jamais faria!
Se mais ganhava, mais perdia,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Faltou de vós quente alegria,
Em tudo que progredia,

Consegui vencer-me.
Consegui vencer-me!
Consegui vencer-me!
Jamais, jamais.
Jamais Faria!...

José Faria


Abraço Lumife

Lisa disse...

Olá Luís...


Obrigada...tb deixo pra vc imenso abraço de amiga que te quer todo bem...

Lindo restim de semana com ternura pra ti...

Beijosss...

Vieira Calado disse...

Volto só para dizer-lhe:
tome o seu tempo!
Quando chegarem os dolars... chegaram...
Não estou a pensar investi-los...
Um forte abraço

De Amor e de Terra disse...

Olá Amigo Lumife, bom dia.
Também eu tenho andado muito ausente destas "lides"; contudo, não esqueço os/as Amigos/as.
As visitas são espaçadas, é certo, porém, todos quantos aparecem têem, a seu tempo e consoante a minha disponibilidade, que é pouca, direito à resposta devida;
Obrigada pela visita,pela solidariedade demonstrada, por me/nos relembrar Mário Viegas e pelo anúncio das Noites de Poesia em Vermoim. A Amizade, essa, é retribuída (e diz-se na minha terra, que se não agradece, somente se retribui.)
Beijos da

Maria Mamede

RCataluna disse...

Post bem oportuno! Muito bem lembrado!

Luís Carlos disse...

Fui ao jardim.
Peguei numa flor e
DEI-TE A
Porque fazes falta, muita falta