sábado, janeiro 19, 2008

Chegou a hora do ...




A D E U S


É um adeus...

Não vale a pena sofismar a hora!

É tarde nos meus olhos e nos teus...

Agora,

O remédio é partir discretamente,

Sem palavras,

Sem lágrimas,

Sem gestos.

De que servem lamentos e protestos

Contra o destino?

Cego assassino

A que nenhum poder

Limita a crueldade,

Só o pode vencer a humanidade

Da nossa lucidez desencantada.

Antes da iniquidade

Consumada,

Um poema de líquido pudor,

Um sorriso de amor,

E mais nada.


Miguel Torga



Na hora do ADEUS agradeço a todas as Amigas e a todos os Amigos a sua companhia, os seus comentários, a sua amizade. Levo-os no coração. Recordá-los-ei com saudade.