segunda-feira, abril 21, 2008

POEMA DE AMOR

Foto de Sergey Ryzhkov





Percorreria na ponta dos meus dedos
os teus cabelos em desalinho,
inspirar-me-ia no teu cheiro único
que o meu corpo perpetua,
escrever-te-ia um poema de amor
em páginas e páginas de paixão,
falar-te-ia segredando palavras
que tu guardarias como relíquia.

Seríamos uma só voz sem saudade,
seríamos cânticos de alegria,
seríamos a força solidária
de um Amor.

Mas o que resta do que não foi
são as luzes feéricas do sonho,
as imagens bem delineadas de um filme,
o sabor inalterável de um beijo,
no presente doce das nossas Vidas,

Tal como este inútil poema de amor...


Paula Raposo in As Minhas Romãs