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A mostrar mensagens de Maio 23, 2008

O RANÇO SALAZARISTA

Recebi de um amigo um texto de Baptista Bastos.

Li e senti tanta verdade nessas palavras que gostaria de partilhar convosco a prosa deste Homem das Letras.

Também gostaria de conhecer a apreciação dos meus visitantes sobre este assunto pelo que aguardo os V/ comentários.



Baptista Bastos

O ranço Salazarista

b.bastos@netcabo.pt




Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.



Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também, dores físicas.



Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a v…