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NOITE DE POESIA EM VERMOIM




Vem saborear uma febra de porco e um copo de tinto, no 4º Festival Gastronómico de Vermoim, nesta última Noite de Poesia no Lugar da Igreja (na Junta antiga) – será a despedida, rumo à Junta de Freguesia nova, a inaugurar dentro de dias!…

No próximo sábado, 7 de Fevereiro de 2009, pelas 21,30 horas, ainda – e pela última vez! – no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, vem participar com a tua poesia.

Teremos, na primeira parte, a presença do poeta e escritor ANTÓNIO REBORDÃO NAVARRO que nos falará dos seus livros, agora editados pela Edium – Editores.
Na segunda parte desta Noite de Poesia em Vermoim serão ditos poemas do tema MANHÃ.

À atenção dos habituais colaboradores da POESIA NA NET:

Os trabalhos deverão ser enviados até à próxima Sexta-feira, dia 6 de Fevereiro, para: saturnogomes@netcabo.pt/.

Comentários

Lmatta disse…
boas entradas
beijos
della-porther disse…
Um dia ainda estarei aí com você. Vou "conquistar" Portugal.
Ah! Eu vou.


beijos

della
Olhos de mel disse…
Que bom meu amigo lindo! Que seja um sucesso!
Bom final de semana!
Beijos
ecos de palavras disse…
Querido amigo,

A saúde, ainda não me permite fazer
viagens... mas prometo que um dia ainda vou visitar Alvito e a ti e toda a familia.

Bom fim de semana.

Beijos

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Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

Como a noite descesse...

Como a noite descesse e eu me sentisse só,
só e desesperado diante dos horizontes que se fechavam,
gritei alto, bem alto: ó doce e incorruptível Aurora!
e vi logo que só as estrelas é que me entenderiam.
Era preciso esperar que o próprio passado desaparecesse,
ou então voltar à infância.
Onde, entretanto, quem me dissesse
ao coração trêmulo:
- É por aqui!

Onde, entretanto, quem me disesse
ao espírito cego:
- Renasceste: liberta-te!

Se eu estava só, só e desesperado,
por que gritar tão alto?
Por que não dizer baixinho, como quem reza:
- Ó doce e incorruptível Aurora...
se só as estrelas é que me entenderiam?

Emílio Moura



Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

SE FOSSES ...

Se fosses luz serias a mais bela De quantas há no mundo: – a luz do dia! – Bendito seja o teu sorriso Que desata a inspiração Da minha fantasia! Se fosses flor serias o perfume Concentrado e divino que perturba O sentir de quem nasce para amar! – Se desejo o teu corpo é porque tenho Dentro de mim A sede e a vibração de te beijar! Se fosses água – música da terra, Serias água pura e sempre calma! – Mas de tudo que possas ser na vida, Só quero, meu amor, que sejas alma!

António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij