domingo, julho 26, 2009

O GRITO DA FOME





O GRITO DA FOME


Murmureja, resfolga

Sente-se, penetra.

Tomai tento

Senhores, ricos,

Abastados, soberbos,

Indiferentes e apáticos.

Tende atenção

Governantes, políticos,

Estadistas e líderes.

O grito da fome

É um grito de alma

Não se trava, não se prende

É um grito que não pára.

O grito da fome

Não suporta a indiferença

É a miséria revoltada

É a criança esfomeada,

É o idoso abandonado,

É o trabalhador desempregado.

CIDADÃOS:

ESCUTAI O GRITO DA FOME.

Lumife aos 26 de Julho de 2009


sexta-feira, julho 24, 2009

Lançamento da antologia de poesia "Entre o Sono e o Sonho - Vol2




Uma obra literária que surge com o intuito de prestigiar e distinguir

alguns poetas portugueses, integrando nomes consagrados e emergentes,

promovendo simultaneamente a criação poética contemporânea.

Este evento terá lugar no Café In (Avenida Brasília, Pavilhão Nascente,

n.º 311 - Lisboa) a 25 de Julho, Sábado, pelas 19h30.


O projecto foi criado e desenvolvido pelo Portal Lisboa e apoiado e

editado pela Chiado Editora, uma jovem casa de edição que rapidamente se

tornou numa editora de referência em Portugal.


A entrada para o evento é livre. Pelo que incentivamos todos os Autores a

convidar quem entenderem para assistir ao lançamento da obra.

quinta-feira, julho 23, 2009

Poema de: Rogério Martins Simões - Uma eternidade nos espera






Surgiu agora na net, em vídeo, um trabalho de Misteriosa do Brasil. É uma homenagem ao amigo Rogério Martins Simões que continua a deslumbrar-nos com a sua poesia no blog POEMAS DE AMOR E DOR .

Associo-me com todo o gosto a essa homenagem transcrevendo o poema e colocando o vídeo.




UMA ETERNIDADE NOS ESPERA…

Rogério Martins Simões

Quando tu e eu saltávamos em andamento,
Numa corrida estreita, para a existência,
Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.

Falávamos em língua redonda,
Imperceptível,
Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.
Éramos nada!
Éramos tudo!
Frequentávamos os mesmos colégios ricos,
Onde a riqueza se media pelo contágio,
Em resultado das vidas passadas.

Fazíamos parte de um grupo,
Sem forma,
Grande aos sentidos,
E sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.
Éramos uma luz ténue…
E procurávamos um brilho permanente.

Entrámos por uma porta estreita
Onde formas sem luz
Reproduziam uma língua quadrada,
Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,
Que tivemos de aprender.

Estamos a ficar cansados!
Não importa…
Tomámos o caminho recto e certo
E partiremos na luz…

Falta pouco meu amor.
Uma eternidade nos espera…

Lisboa, 30 de Abril de 2009

segunda-feira, julho 06, 2009

O MEU PAÍS É UM SONHO SONHADO DE CONCEIÇÃO PAULINO

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER MELHOR



Dia 11 de Julho, 18H00/18H30, no Salão do Flor de Infesta, na cidade de S. Mamede de Infesta
dedicado:“ à população e à terra de S. Mamede de Infesta que há |quase| 35 anos, pela alma, me cativaram e fizeram com que aqui fixasse residência.”
*
Razões da dedicatória:
“Creio necessárias algumas palavras sobre as razões porque dedico este livro à população de S. Mamede em todas as suas formas organizativas.
(…)
Tenho sessenta e quatro anos de vida extra-uterina. Destes |quase| trinta e cinco anos aqui foram vividos. Em S. Mamede de Infesta tive o meu grande envolvimento de cidadania política activa ocupando cargos autárquicos (a nível concelhio e de freguesia) bem como associativos. Aqui cresceram minhas três filhas. Boas razões creio
(…) Mas a razão maior não é esta.
Radica no passado.
(…) Deixei-me levar pelas brisas. Caminhei pelas ruas observando e cumprimentando. Escutando as conversas.
Ouvindo as vozes das almas.
Bebi ares de liberdade e na classe dominante, a operária, vi e senti O orgulho de ser gente. Um sentimento tão forte e similar ao meu e do meu amado povo Alentejano que nunca baixou a cerviz ao ter, conscientes do ser, que toda a busca aqui se centrou e cá lancei as raízes que até hoje me sustêm.”


quinta-feira, julho 02, 2009

SOPHIA - CINCO ANOS DE SAUDADE




Sophia de Mello Breyner morreu há cinco anos, cumpridos hoje.


A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.



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Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa



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Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.