SOLITÁRIO

Foto de F. Monteiro




Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta…
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
- Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!


Augusto dos Anjos

Comentários

MARIA disse…
Meu querido amigo, como ficou lindo o blogue neste novo formato!
Gostei imenso .
O poema também é lindo, ainda que triste.
Um doce beijinho sempre amigo

Maria
air max nike disse…
It's a good article, I like it.Really good sharing this.I will give it to

my friends.Say thank you you as your information.Now lets see if I can do

something productive with it.Hey this is a great article.
nike air max
air max nike
cheap nike air max

Mensagens populares deste blogue

ALDA GUERREIRO

ACORDANDO

ANRIQUE PAÇO D'ARCOS - UM POETA PORTUGUÊS...