quarta-feira, janeiro 27, 2010

A TI



Aos trinta e sete anos do teu corpo,
Às vinte e quatro horas da tua carne
E ao desejo que , às vezes, é tão pouco
E ao amor que, mesmo assim, ainda arde

Ao ciúme da tua boca, quando calas
Ao silêncio dos teus olhos, quando choras
E aos teus braços nus, quando me abraças
E ao teu ventre que é tão breve quando parto.

E às tuas esperanças vãs que eu alimento
E ao ópio do teu sonho onde me tardo,
E a ti onde, afinal, não aconteço....



FERNANDO TAVARES RODRIGUES