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NEL MEZZO DEL CAMIN ...




Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha...

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

OLAVO BILAC

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras.


Foto de Maksim Serdyukov

Comentários

Passo por esta Beja que dá voz aos Poetas e descubro, "nel mezzo del camin" este lindíssimo soneto do Olavo Bilac.
Um abraço grande, Beja! :)
BRANCAMAR disse…
Vim reler.

É fantástico este poema. De uma beleza única.

Estava convencida que já aqui tinha deixado um comentário, mas estes blogues andam um pouco desnorteados, ou serei eu?

Beijinhos
Branca

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me leve. 
.
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.
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me leve no seu lembrar.
.
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menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

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