JURO






Por tua culpa, Mulata,
Meu coração
Anda à toa
Sem saber onde se acoite.
Perdeu-se na escuridão
Dos teus olhos cor da noite.

Por tua culpa, só tua culpa,
Pois sei que foi causa disso
O feitiço
Do teu corpo.

Mas... Deus é grande
E... talvez
Ainda voltes outra vez
A abrasar-te em desejos,
Quianda dos meus amores.

Nesse dia
Hei-de cobrir o teu corpo
Com um vestido de beijos
E um manto de carícias.
Hei-de esmagar contra a minha
A tua boca vermelha.

Será nesse dia, então
Que terei onde me acoite,
Mesmo na escuridão
Dos teus olhos cor da noite.


AIRES DE ALMEIDA SANTOS(Angola)

Pintura de Nide Bacellar

Comentários

BRANCAMAR disse…
Maravilhosos poemas de amor descobres para partilhar connosco.
Obrigada meu amigo, por estes momentos de beleza.

Um poema deslumbrante!

Beijos
Branca

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