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A mostrar mensagens de Outubro 27, 2016

Horas Mortas

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Horas Mortas
Breve momento, após comprido dia De incômodos, de penas, de cansaço, Inda o corpo a sentir quebrado e lasso, Posso a ti me entregar, doce Poesia.
Desta janela aberta, à luz tardia Do luar em cheio a clarear o espaço, Vejo-te vir, ouço-te o leve passo Na transparência azul da noite fria.
Chegas. O ósculo teu me vivifica. Mas é tão tarde! Rápido flutuas, Tornando logo à etérea imensidade;
E na mesa em que escrevo, apenas fica Sobre o papel – rastro das asas tuas, Um verso, um pensamento, uma saudade.
Alberto de Oliveira