
segunda-feira, novembro 26, 2007
domingo, novembro 25, 2007
25 de NOVEMBRO: DIA MUNDIAL CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Em Portugal foram registados em 2006, segundo a UMAR, 20.595 situações de violência doméstica. Entre as agressões, incluem-se 39 casos de homicídio e outras 43 tentativas.No entanto, estes números não revelam toda a realidade: muitos casos não são participados.
Para MEDITAR
e AGIR
Alertas (se fores vítima...se fores testemunha)
Não ter medo de denunciar!!
Ligar em caso de urgência 800202148.
Apresentar queixa às autoridades competentes.
Pedir apoio à APAV- Associação de Apoio à Vítima
Telef. 707200077 -
Podes também enviar um email: apav.sede@apav.pt
As imagens apresentadas são trabalhos da nossa companheira e amiga da blogosfera ISABEL FILIPE,propositadamente feitos para esta data em anos anteriores.
Visitem o blog ART & DESIGN DE ISABEL FILIPE e admirem também o post de hoje.
sábado, novembro 24, 2007
Livro de Horas
Salvador Dali
Aqui, diante de mim,
eu, pecador, me confesso
de ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
que vão ao leme da nau
nesta deriva em que vou.
Me confesso
possesso
de virtudes teologais,
que são três,
e dos pecados mortais,
que são sete,
quando a terra não repete
que são mais.
Me confesso
o dono das minhas horas.
O das facadas cegas e raivosas,
e o das ternuras lúcidas e mansas.
E de ser de qualquer modo
andanças
do mesmo todo.
Me confesso de ser charco
e luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco
que atira setas acima
e abaixo da minha altura.
Me confesso de ser tudo
que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.
Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
do tal Céu que Deus governa;
de ser um monstro saído
do buraco mais fundo da caverna.
Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
para dizer que sou eu
aqui, diante de mim!
Miguel Torga
sexta-feira, novembro 23, 2007
Justiça para Flávia

Flávia está em coma há quase 10 anos.
Visite SÓ VERDADES e saiba tudo sobre este caso. Há pouco estive neste blog e os comentários a este assunto ascendiam a cerca de 500.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Eu sei, nao te conheço mas existes
Foto de Paulo César
Eu sei, não te conheço mas existes,
por isso os deuses não existem,
a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira
ou um grito.
Não me perguntes como mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca.
Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te,
não é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos
sobre a tua nudez
como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e desagua em ti.
Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares
em todas as palavras do meu canto.
Tenho construído o teu nome com todas as coisas,
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente,
desesperadamente
à tua procura, sempre á tua procura
até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te,
e tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti,
a ti que eu amo.
Joaquim Pessoa
terça-feira, novembro 20, 2007
É assim que te quero, amor...
Foto de Reno
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
domingo, novembro 18, 2007
Arte
Artur Bual
Porquê tentar explicar a poesia?
Quem afinal, explica o amanhecer?
ou a luz numa pintura abstracta,
olhada por prazer!
Não peças ao poeta ou ao pintor,
o porquê dos traços geniais;
o som, a cor, a dança, a escrita…
são gestos naturais!
Tortura-se o pintor perante a tela,
compõe-se com tristezas a poesia,
doi a música ao criar uma ária,
sonhando a melodia.
No dia em que o artista for capaz
de explicar aquilo que criou…
evaporou-se a arte, a fantasia
do sonho que sobrou!
O poeta, cheira a flor… cria um poema.
O pintor, olha para o céu… e pinta a lua.
Se crias sinfonia ao ouvir aves…
então a arte é tua!
Orlando Fernandes
(Fronteiras do Sonho)
quarta-feira, novembro 14, 2007
Bruno Alexandre
terça-feira, novembro 13, 2007
Os Cantos do Zeca
segunda-feira, novembro 12, 2007
Quero fazer uma confissão...
Imagem de Xtian Coulombe
Quero fazer uma confissão esta noite
porque a noite e a rua foram jantar juntas.
Quero dizer que amo uma mulher
cujo corpo não me dá
o seu calor esta noite,
cuja ausência é um ronsel laranja.
Quero dançar com minha sombra
para que o seu rumor chegue até ela
e ela saiba que eu lhe dou a noite,
toda senhora.
Quero escrever coisas que não se esvaeçam
com o sol,
que a chuva as faça flores
que cheirem a ela.
Quero que as minhas mãos voem,
voem em silêncio
onde ela guarda os seus sonhos...
sonhos que me pertencem
porque eu lhe pertenço.
Quero que ela fique, fique sempre,
quero ser a sua voz
quero ser o seu sorriso verde,
quero ser a sua chuva no cabelo,
quero amá-la mais do que ninguém
ama ninguém.
Quero dizer-lhe, aqui e agora, que a amo
com a minha voz baixa,
com o meu ar de outono lento,
com o meu sabor de beijos possíveis.
Quero que os pássaros sejam
os meus mensageiros de saudade.
Quero que o mundo comece quando ela vir.
Quero sonhar acordado com o seu tacto entre as
minhas mãos
a percorrer ela em silêncio o meu peito
e acordar com ela junto de mim,
calada e doce.
Quero só eu dizer-lhe sentimentos
que aceleram o coração,
o seu coração apaixonado,
eu gosto da sua timidez.
Quero nadar na sua boca sem horizontes.
Quero os versos todos do planeta
a falarem dela,
versos curtos de violetas,
versos firmes de cravos,
versos perfumados de rosas.
Quero suster os seus pés no ar
e trazer ao seu peito gaivotas fiéis
que sempre deixam pegadas na praia.
Quero ser eu no seu corpo
da alva ao sol-pôr,
de lua a lua
de eternidade a eternidade.
Quero amá-la até o meu último alento.
Xavier F. Conde
sexta-feira, novembro 09, 2007
Quanto de ti, Amor...
Foto de Piostr Kowalik
Quanto de ti, amor, me possuiu no abraço
em que de penetrar-te me senti perdido
no ter-te para sempre -
Quanto de ter-te me possui em tudo
o que eu deseje ou veja não pensando em ti
no abraço a que me entrego -
Quanto de entrega é como um rosto aberto,
sem olhos e sem boca, só expressão dorida
de quem é como a morte -
Quanto de morte recebi de ti,
na pura perda de possuir-te em vão
de amor que nos traiu -
Quanta traição existe em possuir-se a gente
sem conhecer que o corpo não conhece
mais que o sentir-se noutro -
Quanto sentir-te e me sentires não foi
senão o encontro eterno que nenhuma imagem
jamais separará -
Quanto de separados viveremos noutros
esse momento que nos mata para
quem não nos seja e só -
Quanto de solidão é este estar-se em tudo
como na auséncia indestrutível que
nos faz ser um no outro -
Quanto de ser-se ou se não ser o outro
é para sempre a única certeza
que nos confina em vida -
Quanto de vida consumimos pura
no horror e na miséria de, possuindo, sermos
a terra que outros pisam -
Oh meu amor, de ti, por ti, e para ti,
recebo gratamente como se recebe
não a morte ou a vida, mas a descoberta
de nada haver onde um de nós não esteja.
Jorge de Sena
in Visão Perpétua
Agosto 1967
Jorge Cândido de Sena nasceu em 1919, em Lisboa. Depois de concluir os estudos liceais, ingressou na Escola Naval (curso que não concluiu por impedimentos vários), vindo a formar se em Engenharia Civil na Universidade do Porto. Ainda durante os estudos universitários, publicou sob o pseudónimo Teles de Abreu, as suas primeiras composições poéticas em periódicos como a "Presença" e foi nessa altura que travou conhecimento com um grupo de poetas que viriam a reunir se em torno de "Cadernos de Poesia", convivendo então, com José Blanc de Portugal, Ruy Cinatti, Alberto Serpa e Casais Monteiro, entre outros.
Foi no âmbito das edições de "Cadernos de Poesia" que em 1942, foi publicada a sua primeira obra poética: "Peregrinação". Ainda durante os anos 40, colaborou com "Aventura", "Litoral", "Portucale", "Seara Nova", e "Diário Popular", encetando ainda uma actividade importante na sua actividade literária como tradutor de poesia ("90 e Mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy", "Poesia de Vinte e Seis Séculos: I de Arquiloco a Calderón, II – de Bashó a Nietzsche", ?Poesia do Século XX?, entre outros). A partir de meados dos anos 40, intensificou, paralelamente à actividade profissional como engenheiro, a sua actividade de conferencista, proferindo comunicações que incidiam frequentemente sobre dois dos seus temas preferidos: Camões e Fernando Pessoa (de quem editaria, em 1947, as "Páginas de Doutrina Estética"). Durante os anos 50, afirmou se como uma das presenças mais influentes e complexas da cultura e literatura portuguesas; e foi durante essa década que publicou algumas das suas mais conhecidas obras poéticas ("Metamorfoses", "Evidências", "Fidelidades"); que publicou a sua primeira tentativa dramática, a tragédia "O Indesejado"; que colaborou com publicações como a "Gazeta Musical e de Todas as Artes", "Árvore", "Notícias do Bloqueio", "Cadernos do Meio Dia"; e que organizou a terceira série da antologia "Líricas Portuguesas". A sua postura contra a ditadura fascista levou o em 1959, após o envolvimento numa tentativa falhada de golpe de Estado militar contra o regime salazarista, a optar por um exílio voluntário no Brasil, onde exerceu funções de docência nos domínios da Literatura Portuguesa e da Teoria da Literatura, nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras de Assis e de Araraquara, em S. Paulo. Publicou então, uma série de obras ensaísticas como "Da Poesia Portuguesa" e desenvolveu uma intensa actividade como congressista, não deixando ainda de, como redactor no jornal "Portugal Democrático", participar em acções de denúncia da ditadura a partir do exterior. Em 1960 publicou o seu primeiro livro de ficção, a colectânea de contos "Andanças do Demónio". No ano seguinte publicou o primeiro volume da sua obra poética completa. Face aos obstáculos que sistematicamente eram levantados à sua progressão na carreira académica (a sua naturalidade e a inadequação curricular entre a sua formação e a leccionação), em 1965 transferiu se para a Universidade do Wisconsin, Madison, nos Estados Unidos da América, em cujo departamento de Espanhol e Português seria nomeado professor catedrático de Literatura Portuguesa e Brasileira. Em 1970 transferiu se para a Universidade de Califórnia, em Santa Bárbara, onde viria a ser nomeado dois anos depois, chefe do Departamento de Literatura Comparada e, em 1975, chefe do Departamento de Espanhol e Português. Entretanto, participou em inúmeros congressos internacionais; tornou se membro da Modern Languages Association e da Renaissance Society of America, nunca interrompendo a edição, quer de títulos de teoria e história literária e estudos literários clássicos, modernos e contemporâneos, quer a obra poética pessoal, publicando, antes e depois da primeira visita autorizada a Portugal em nove anos de exílio, entre 1968 e 1969, os livros de poesia "Arte de Música" e "Peregrinatio ad Loca Infecta". Após o 25 de Abril, recebeu várias homenagens públicas em Portugal, tendo sido condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique e, a título póstumo, com a Grã Cruz da Ordem de Santiago e Espada. No ano da sua morte, em 1978, vieram a público, revistos pelo autor, os volumes "Poesia II" e "Poesia III", a que se seguiriam, postumamente, os volumes "40 Anos de Servidão" e "Post Scriptum II".
(Notas retiradas de www.truca.pt/ouro/biografias1/jorge_de-sena.htm)
quarta-feira, novembro 07, 2007
Cecília Meireles - Homenagem

Canção Mínima
No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta
Cântico VI
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles nasceu, no Rio de Janeiro, a 07 de Novembro de 1901 e faleceu a 09 de Novembro de 1964
terça-feira, novembro 06, 2007
Amor e Medo
domingo, novembro 04, 2007
ALVITO - Regresso da Feira dos Santos
Regresso de Alvito após a realização da Feira dos Santos.
Os amigos que desculpem a falta de notícias e de visita aos seus blogs mas em breve as leituras estarão de novo em ordem.
Convido-os agora a visitar o A L V I T O onde vou contando um pouco do que lá vi e vivi.
quinta-feira, novembro 01, 2007
A L V I T O - Feira dos Santos

Um certame de grande tradição instituído, de acordo com documentos existentes, em 1579, mas ainda assim, há outros dados que dão conta que Alvito já tinha uma feira em 1295 no reinado de D.Dinis.
Os séculos foram passando e ao contrário daquilo que aconteceu noutros pontos do Alentejo e até do País, a Feira dos Santos, em Alvito, conseguiu sobreviver e alcançar uma grande notoriedade.
A Feira dos Santos é a última que se realiza em cada ano na região alentejana. Tal facto, aliado à sua intensa actividade comercial, contribui para o enorme prestígio de que desfruta na região.
Esperamos por si!

PROGRAMA
31 Outubro (4ª Feira)
19h00 – Abertura oficial da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
21h30 – Espectáculo musical com ORTIGÕES no Palco da Feira
23h00 - Festa Bacardi/Caipirinha no “Club Casa de Alvito” (Org.: Chico d’Alvito)
24h00 – Fecho da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
02h00 – Fecho dos Bares da Feira
01 Novembro (5ª Feira - Feriado)
9h00 - Reabertura da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
10h00 – Abertura de exposição de Antiguidades e Velharias para leiloar na Galeria de Arte (Largo das Alcaçarias, 3A)
15h30 - Leilão de Antiguidades e Velharias na Galeria de Arte (Largo das Alcaçarias, 3A)
15h30 – Actuações dos grupos de Cante Coral Alentejano do Concelho de Alvito
17h00 – Concerto pela Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários de Alvito
21h00 – Espectáculo musical com CAMPOS DO ALENTEJO no Palco da Feira
24h00 – Fecho da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
02h00 – Fecho dos Bares da Feira
02 Novembro (6ª Feira)
10h00 – III Corta-Mato Escolar – CECA 2007. S. Romão (Org.: CECA e CNA)
18h00 - Reabertura da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais

20h30 – Reflexão/Debate sobre “Contribuição dos Partidos Políticos para as Práticas de Cidadania” no Centro Cultural de Alvito
22h30 - Espectáculo de FADO VADIO, com a actuação de MARIA DOS SANTOS e ANTÓNIO PINTO BASTO no Stand do Município de Alvito (interior da tenda)
23h00 - Festa Karaoke no “Club Casa de Alvito” (Org.: Chico d’Alvito)
23h00 – Fecho da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
24h00 – Fecho dos Bares da Feira
03 Novembro (Sábado)
14h00 – Reabertura da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
14h30 – Inauguração da Rota de Sant’Águeda e Marcha dos Santos (Org.: CNA)
17h00 –3º Festival Etnográfico dos Santos (Org.: INATEL Beja)
21h30 - Actuação dos COUPLE COFEE, no Palco da Feira
23h00 - Festa de encerramento Feira dos Santos 2007 no “Club Casa de Alvito” (Org.: Chico d’Alvito)
23h00 – Encerramento da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
24h00 – Fecho dos Bares da Feira
04 Novembro (Domingo)
09h00 – Abertura do Secretariado do 3º CROSSALVITO (Org.: Clube Natureza de Alvito)
10h00 – Inicio do 3º CROSSALVITO (Org.: Clube Natureza de Alvito)
14h00 – Reabertura da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
18h00 – Encerramento da XII Mostra de Produtos e Serviços Locais e Regionais
Visite a exposição de pintura e escultura de Óscar Alves e Domingos Oliveira
no Centro Cultural de Alvito.
terça-feira, outubro 30, 2007
Quantas vezes...
Foto de Elblura
Quantas vezes caminhei pela praia
à espera que viesses. Luas
inteiras. Praias de cinza invadidas
pelo vento. Quantas estações quantas noites
indormidas. Embranqueceram-me
os cabelos. E só hoje
quando exausto me deitei em mim
reparei
que sempre estiveste a meu lado. Na cal frágil
dos meus ossos. Nas hastes do mar
infiltradas no sangue. Na película
dos meus olhos quase cegos.
Casimiro de Brito
segunda-feira, outubro 29, 2007
1-Fotos do Alentejo
segunda-feira, outubro 22, 2007
domingo, outubro 21, 2007
As ondas
sábado, outubro 20, 2007
Uma dor fina...
Foto de Reno
Uma dor fina que o peito me atravessa,
A escuridão que envolve o pensamento,
Um não ter para onde ir cheio de pressa,
Um correr para o nada em passo lento,
Um angustiante urgir que não começa,
Um vazio a boiar no alheamento,
Uma trôpega ideia que tropeça
No vácuo de um estranho abatimento.
É tédio? É depressão? Talvez loucura?
É, para um além de mim, passagem escura?
Um ir por ir que não tem outro lado?
É, sem máscaras, a esperança enfim deposta,
Ou no extremo da verdade exposta
A ironia feroz de um deus calado?
Natália Correia
(in Sonetos Românticos)
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