
quinta-feira, maio 01, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
FLOR DE CRISTAL
Cristal Swarovski
FLOR DE CRISTAL
Como tu, cristal…
Como tu, flor …
Frágil e pura,
Em multifacetada vida te desdobras:
Coa-se a luz na tua transparência,
Irisando-a de cor
Frágil e pura,
Das pétalas, o suave toque em que sossobras,
Do gineceu, o torpor da essência
Em teu redor …
O Cristal, a Flor –
A simbiose:
A Alma-Luz, a Carne-Fogo,
Fremindo,
Vivendo.
Rolam os anos sem ferir
A beleza do que é perene
Como tu, Flor,
Como tu, Cristal!
António de Almeida
sexta-feira, abril 25, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
POEMA DE AMOR
Foto de Sergey Ryzhkov
Percorreria na ponta dos meus dedos
os teus cabelos em desalinho,
inspirar-me-ia no teu cheiro único
que o meu corpo perpetua,
escrever-te-ia um poema de amor
em páginas e páginas de paixão,
falar-te-ia segredando palavras
que tu guardarias como relíquia.
Seríamos uma só voz sem saudade,
seríamos cânticos de alegria,
seríamos a força solidária
de um Amor.
Mas o que resta do que não foi
são as luzes feéricas do sonho,
as imagens bem delineadas de um filme,
o sabor inalterável de um beijo,
no presente doce das nossas Vidas,
Tal como este inútil poema de amor...
Paula Raposo in As Minhas Romãs
sábado, abril 19, 2008
OVIBEJA - 26 de ABRIL a 04 de MAIO - TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Tradição e inovação. São estas as linhas fundadoras da Ovibeja, a maior Feira agrícola que anualmente se realiza em território português. Organizada pela ACOS – Associação de Criadores de Ovinos do Sul – a Ovibeja concilia em mais de dez hectares de exposição a cultura e os costumes ancestrais que herdou da antiga Feira de Maio de Beja, instituída em 1261 por carta régia de D. Afonso III, com as mais arrojadas inovações tecnológicas ao nível não apenas das práticas agrícolas, mas também dos diferentes sectores da economia e da sociedade.
A Ovibeja, que anualmente recebe para cima de trezentos mil visitantes, é uma Feira na verdadeira acepção da palavra. É um local de festa e de diversão. De convívio e de reencontro. É um espaço de negócio e de troca de experiências. É um terreiro de cultura e de debate. É um fórum político e de cidadania. É a Primavera em toda a sua exuberância, onde o passado e o futuro passeiam de mãos dados.
Em 2008 a Ovibeja faz 25 anos. A festa que irá decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Beja entre os dias 26 de Abril e 4 de Maio não servirá apenas para assinalar as bodas de prata do maior evento cultural, político, económico e social do interior do País. Servirá também para constatar que as mudanças ocorridas no país e na região nestes últimos 25 anos, também passaram pela Ovibeja: Uma Feira que tem vindo a mostrar “Todo o Alentejo Deste Mundo”, mas que agora quer trazer o mundo todo a este nosso Alentejo.
Texto DAQUI
sexta-feira, abril 18, 2008
ABRIL DE SIM ABRIL DE NÃO

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre
quinta-feira, abril 17, 2008
CONTRA A INDIFERENÇA E O MEDO,
O Grito - Munch - 1893
Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sòzinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Vladimir Maiakovski
..........................***********************....................
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo
Bertold Brecht
..............................*************************.......................
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...
Martin Niemoller
..........................*************************.....................
Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles,
Depois fecharam ruas, onde não moro,
Fecharam então o portão da favela, que não habito,
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...
Cláudio Humberto
terça-feira, abril 15, 2008
Jorge Vicente e José Gil - Novos Livros
Clique nas imagens para uma melhor leitura

'Caros Amigos, Poetas, artistas, bloggers, público em geral, gostaria de convidar-vos a estar presentes no lançamento do meu primeiro livro de Poesia, ASCENSÃO DO FOGO, que irá desenrolar-se no próximo dia 26 de Abril, no Salão do Grupo Dramático de Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia, Rua do Jardim, 1181, pelas 16.00. A vossa presença é muito importante porque é a vós, todos, que eu dedico aquilo que sai cá de dentro: as minhas palavras ou, se o preferirem, o meu Verbo.
No mesmo dia, na mesma hora e no mesmo espaço, também será apresentado o livro do poeta e actor José Gil, com prefácio da minha autoria
Por isso, cá vos espero. Com o coração aberto e com as mãos plenas de palavras para partilhar convosco.
(Convite enviado pelo amigo Jorge Vicente)
quinta-feira, abril 10, 2008
25 DE ABRIL, SEMPRE
sexta-feira, abril 04, 2008
A B R I L - L I B E R D A D E
Imagem DAQUI
O golpe de estado militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas. Este levantamento é conhecido por Dia D, 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português. (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
Cravo
O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.
No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica que então se estabelecia para o país. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.
O 25 de Abril visto 33 anos depois
O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais.
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.
Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de Abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo.
As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e as nacionalizações feitas no periodo imediato ao 25 de Abril de 74 que condicionaram sobremaneira o crescimento de uma economia já então fraca.
(Fonte : WIKIPÉDIA)
quinta-feira, abril 03, 2008
Linha de Rumo
foto Stanmarek
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em meu redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.
Ruy Cinatti
(1915/1986)
quarta-feira, abril 02, 2008
Lembrando MÁRIO VIEGAS

Mário Viegas (1948-1996), encenador, actor, declamador de raro talento, interiorizou a poesia como poucos. Improvisou textos extraordinários, deu a conhecer autores, disse o que tinha a dizer de Portugal e do mundo. Fez da sua vida um poema de luta pelas ideias. Com radical desprezo pelo poder, foi Rei das Berlengas e amante de Beckett, dos palcos, das palavras, do vinho e da verdade. Disse: "Nascemos e durante a vida estamos à espera de uma coisa que nunca chegará, que chega pouco... A vida sempre foi assim."
12 anos de ausência mas sempre presente na nossa lembrança.
segunda-feira, março 31, 2008
Noites de Poesia em Vermoim - dia 5 Abril

Sábado, dia 5 de Abril de 2008, pelas 21,30 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim (Lugar da Igreja - 4470-303 Maia) teremos a nossa habitual Noite de Poesia.
Tema: NUVENS
Apareçam… ajudem a divulgar… noticiem…
E não se esqueçam de trazer mais um amigo às
Noites de Poesia em Vermoim…
Aos habituais (e aos novos!) colaboradores da "Poesia na Net" enviem os vossos trabalhos, até à próxima Sexta-feira, dia 4 de Abril, para saturnogomes@netcabo.pt
Para saber mais visite o MOVIMENTUM
domingo, março 30, 2008
Hoje não quero apenas escrever-te...
Foto de Martin Kovalik
Hoje não quero apenas escrever-te
as mais belas palavras.
Não me basta saber
que lês os meus sonhos
com o desejo escondido em cada página.
Essas palavras são veneno sem antídoto
onde se morre de amor e de saudade!
Enlouquecem a alma,
fazem acordar sensações profundas
na irrealidade de instantes sem tempo…
Rasguemos as folhas, acabemos com a ilusão.
É entre os nossos lábios que a realidade acontece!
Albino Santos
sexta-feira, março 28, 2008
Seja eu de quem for
Foto Alex Krivtsov
Seja eu de quem for
Serei eu a chama que arde em ti ou por acaso já se apagou o fogo que deixei de ver nos teus olhos.
Serás tu a minha alma gémea ou incendiou-se o rastilho de paixão que me cega.
Louca esta visão que me surge no horizonte: o sol que se põe, a noite que desliza por entre nós, o cheiro do mar, a flor que nos faz falta, o perfume que nos une.
Ando à procura de um ideal para que amanhã seja um ideólogo, um fantasma ou um psicólogo, alguém por quem possam chamar. Por isso quero ser alguém, quero ser de alguém e, sem saber bem porquê, entrego-me sem ver a quem, pois é a forma mais fácil de fugir.
Preencho a espaços aquilo que me falta entender. Em cada passo em falso que dou descubro algo mais e encho a minha já vasta colecção de frustrações. Entrego-me a quem quer que seja mas sem nunca me deixar possuir.
Aperta-me algo por dentro, foi mais um pedaço que morreu. Volta de novo o vazio que me pinta por fora, levanta-se o muro que chega a ser ridículo. Cubro-me de fantasias, crio mitos e personagens, distribuo papeis por aqueles com que me deparo, elaboro maquiavélicos obstáculos e sento-me à espera.
Espero que peguem em mim, que mandem o muro abaixo, que me prendam. Espero em vão. Troco as voltas à vida, construo um labirinto à minha volta e perco-me. Devolvo a paz ao mundo nas horas em que me deixo dormir para, mais tarde, voltar ainda mais insaciável.
Fecho os olhos, continuo a fugir, tropeço em mais alguém que ficou por amar, mais um erro de percurso. Mas continuo nesta minha entrega, a quem quer que seja.
Continuo a fingir para a vida seja eu de quem for. Continuo a viver do engano e mantenho-me fiel a esta espécie de infidelidade da qual ninguém está a salvo. Este é o meu furacão, o meu tsunami que arrasta almas, corações e deixa um rasto terrível de desilusões.
(Foi mantida a grafia original)
Carlos Miguel Leite - (1975-Portugal)
TIBETE - PETIÇÂO AVAAZ

"Amigos,
Em apenas 7 dias, 1 milhão de pessoas assinaram nossa petição pelos direitos humanos e diálogo no Tibete, se tornando a petição on-line que cresceu mais rápido na história! Depois de décadas de injustiça, o povo tibetano está demandando mudanças e a nossa petição mostra que o mundo está respondendo com uma solidariedade surpreendente a esse chamado.
Foi declarado o Dia de Mobilização Global pelo Tibete nesta segunda-feira dia 31 de março. Em apenas 4 dias, milhares de pessoas em várias cidades do mundo irão protestar em embaixadas e consulados da China, trazendo consigo nossa petição de 1 milhão de assinaturas. Nossa mensagem global e simultânea com certeza chamará a atenção do governo chinês.
Temos somente 4 dias até a entrega da petição, por isso estamos concentrando nossos esforços em dobrar nossa petição: será que podemos conseguir 2 milhões de assinaturas? Nossa mensagem já deu a volta ao mundo e com a sua ajuda podemos chegar ainda mais longe. Por favor, clique no link para assinar a petição e em seguida encaminhe este email para todos os seus amigos e familiares:
AVAAZ
quinta-feira, março 27, 2008
Alentejo - Reestruturação dos Serviços Locais de Finanças

Dez repartições de finanças poderão fechar no distrito de Beja
A reestruturação dos Serviços Locais de Finanças (SLF) no Alentejo deverá implicar a extinção de 32 repartições, passando a haver apenas 15 em toda a região. No distrito de Beja, segundo dados a que o “CA” teve acesso, deverão ser extintas 10 SLF, ficando apenas quatro a funcionar: um para a sede de distrito; outro para Ourique, Castro Verde, Mértola e Almodôvar; um terceiro para Vidigueira, Alvito, Cuba, Ferreira do Alentejo e Aljustrel e o quarto para Serpa, Moura e Barrancos.
Em Évora, a previsão engloba a extinção de nove SLF e a criação de cinco: um para Évora, outro para Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel e Mourão, o terceiro para Borba, Redondo e Vila Viçosa e o quarto para Vendas Novas, Montemor-o-Novo e Viana do Alentejo.
A extinção de 15 SLF em Portalegre, a materializar-se, irá implicar a existência de apenas três serviços: um para seis concelhos (Gavião, Nisa, Crato, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre), outro para cinco (Ponte de Sor, Mora, Avis, Alter do Chão e Fronteira) e o último para quatro (Monforte, Arronches, Elvas e Campo Maior).
Já o Litoral Alentejano, poderá ficar servido por três SLF, agrupando Alcácer do Sal e Grândola, Odemira e Sines e um último em Santiago do Cacém.
Em termos nacionais, o relatório propõe a extinção de nove das actuais Direcções de Finanças e a transformação das restantes 13 em Direcções Regionais, assim como o fecho de 121 SLF.
Fonte: CORREIO DO ALENTEJO
quarta-feira, março 26, 2008
OVIBEJA - "BODAS DE PRATA"

COMEÇA DAQUI A UM MÊS
a OVIBEJA 25 Anos, que será inaugurada pelo Presidente da República, a 26 de Abril, associando-se assim às “bodas de prata” da OVIBEJA, segundo Manuel Castro e Brito, presidente da comissão organizadora do certame.
A edição deste ano, que se realiza de 26 de Abril a 4 de Maio, tem como tema central a Agricultura Biológica e as Energias Renováveis e apresenta um cartaz de espectáculos “muito forte” que transforma a OVIBEJA “no primeiro Festival de Verão”.
Em entrevista, que pode ser lida na integra em www.ovibeja.com, Castro e Brito passa ainda em revista os principais problemas que afectam a agricultura portuguesa e considera que as relações com o Ministério da Agricultura atravessam um momento “de reflexão para se começar, finalmente, e já tarda muito, no caminho do aproveitamento deste QCA”.
Texto copiado do ALVITRANDO
domingo, março 23, 2008
ALVITO - Duas Apresentações

Sábado - 29 de Março - 16 Horas 30 - Biblioteca Municipal
Apresentação de duas obras - "O livro do Regresso" de Xavier Zarco, prémio Raúl de Carvalho 2005 da C. M de Alvito e "Da Humana Condição" de José Augusto de Carvalho .
À noite, pelas 21 Horas, a apresentação será repetida em Viana do Alentejo.
no dorso do vento
pelos caminhos do monte
viajam frágeis vestígios
de um cântico
ou de um poema
de súbito bordado a oiro
pelas bátegas
céleres mas suaves
do sol
Xavier Zarco é o pseudónimo literário de Pedro Manuel Martins Baptista que nasceu em Coimbra em 1968, cidade onde reside. Publicou poesia no Jornal de Letras, Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal de Notícias, bem como na Revista A Mar Arte. Participou na III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea (Ed. Orpheu) e em Cântico em Honra de Miguel Torga (Ed. Fora do Texto). A sua poesia foi definida pelo poeta asturiano José Luís García Martín como sendo de uma concisão enormemente sugestiva.

Paisagem
Do cimo de São Vicente,
vejo o castelo de Beja,
quando um sol de estio ardente
ao inferno faz inveja.
Meus olhos mergulham fundo
na lonjura que me ganha.
Não há fronteiras no mundo,
ninguém vive em terra estranha.
Nem pequenez, nem grandeza.
A dimensão verdadeira,
que sopesa com firmeza
frágil mão duma ceifeira.
José Augusto Carvalho (Portugal)
"A minha curta biografia:
Este texto foi escrito para O Fórum dos Mestres Aprendizes, a pedido do PoetAmigo Daniel Cristal, e considero-o definitivo para publicação em todos os locais onde seja acolhido.
1.
No século XX, em Portugal, fui registado com o nome de José-Augusto, oriundo de uma das muitas famílias Carvalho da Região do Alentejo; Na Idade Média, fui Tuphy Mass, um dos cavaleiros da Moirama, oriundo da Palestina; Ainda na Idade Média, fui Gabriel, um dos escravos da gleba, oriundo do domínio de Fochem.
2.
Hoje , sou José-Augusto de Carvalho, mas também Tuphy Mass e Gabriel de Fochem.
Tuphy e Gabriel reviverão se José-Augusto souber merecê-los.
3.
Sei ler, escrever e contar.
Excepto quando criança, comi sempre o pão amassado com o suor do meu rosto. Nunca traí ninguém, mas fui traído algumas vezes.
Fui sempre amigo desinteressado de quem me quis como amigo.
Servi sempre a amizade; nunca me servi da amizade.
Para mim, o Amor é a sublimidade da Vida. E o bem maior da minha vida.
4.
Escrevo desde que sei escrever. Leio desde que sei ler; antes ouvia ler. A minha infância foi embalada pelas lendas das Mil e uma noites. Talvez devido a essa influência, adoro ler Poesia e tento escrever poesia. Do que escrevo, há quem goste; e há quem não goste. Não sou nem quero ser senão o que sou e sempre fui.
5.
No meu mar de sonho, cá vou, de naufrágio em naufrágio, perdendo-me nos braços da sereia que está sempre à minha espera.
6.
Como ser humano, sou da Humanidade.
Como terráqueo, reclamo-me da Terra toda.
Por ser verdade, aqui fica, para que conste.
Tuphy Mass
Gabriel de Fochem
José-Augusto de Carvalho
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sexta-feira, março 21, 2008
É Tempo Ainda... (Contra o veneno da rotina)
Imagem de ISABEL FILIPE
É tempo ainda, Amor
de retomar
a viagem que iniciámos
juntamente.
De voltar ao fluir
do nosso rio,
de recerzir o tempo
fio a fio,
de reatar o passado
no presente.
É tempo ainda, Amada
de acordar.
Redescobrir
sentidos
novos nas palavras.
Reencontrar
esquecidos
gritos nos silêncios.
Renovar
o antigo frescor das madrugadas .
É tempo ainda, Amor
de avivar
a memória de gestos
já perdidos ...
O sabor
de antigos sonhos
recriar ...
Reinventar o amor
e incendiar
a adormecida chama dos sentidos,
0 entrelaçar dos dedos
a ternura
da troca de um olhar
O estilhaçar dos medos
na aventura
dos corpos penetrar.
A procura
das bocas, numa fome
nunca satisfeita de beijar ...
É tempo ainda, Amiga,
É tempo ainda.
É tempo ainda de voltar !
António Melenas
quarta-feira, março 19, 2008
Morreu António Melenas - Escritos Outonais

Soube agora que António Melenas (António Joaquim Gouveia) morreu.
Um lutador pela Liberdade e um Amigo que não resistiu e foi vítima de doença (Macroglobulinemia de Waldenström (no sangue)).Faleceu em 16 de Março, pelas 22h. O seu funeral foi ontem para o cemitério do Feijó.
Os seus ESCRITOS OUTONAIS são a prova do bem querer dos amigos que se encantavam com as suas histórias lidas e relidas.
Pode ouvir uma homenagem a António Melenas em Estúdio Raposa
O neto, João Gouveia, compromete-se a publicar as partes restantes de "o Tempo das Hienas" que António Melenas estava publicando.
Paz à sua Alma!
segunda-feira, março 17, 2008
sexta-feira, março 14, 2008
Esperando
Foto de Valerie Velikov
Esperei tanto, tanto, meu amor …
As horas que passaram nem eu sei…
… E não chegaste … E veio depois a dor
Queimar-me as ilusões que alimentei ! …
Dulcificou-se a minha funda mágoa,
Enquanto veio a noite silenciosa …
Ficaram-se os meus olhos rasos de água,
E a minha alma enlutou-se mais saudosa !
E pela noite fora arquitectei
Novas quimeras, novas ilusões,
Em sonhos mentirosos que sonhei …
Em loucas e fantásticas visões !
E, enquanto a noite vai e o dia vem,
Desperta a dor que o meu olhar define,
No sol duma esperança que não tem
Riso que a aqueça e amor que a ilumine!
Tarde de mais, amor, tenho a certeza,
Hás-de voltar… mas, crê que te lamento,
Porque tua será minha tristeza,
E há-de esmagar-me o peito o meu tormento !
JOSÉ MARIA LOPES DE ARAÚJO
Nascido aos 25 de Janeiro de 1919
Ponta Delgada - Ilha de
S. MIGUEL - AÇORES
segunda-feira, março 10, 2008
Madrigal Melancólica
Alda Gomes-Olhares
Dedicado aos Amigos/as Brasileiros que gentilmente me visitam.
O que eu adoro em ti
Não é sua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza
O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência
Mas é o espírito sutil
Tão ágil e tão luminoso
Ave solta no céu matinal da montanha
Nem é tua ciência
Do coração dos homens e das coisas
O que eu adoro em ti
Não é a tua graça musical
Sucessiva e renovada a cada momento
Graça aérea como teu próprio momento
Graça que perturba e que satisfaz
O que eu adoro em ti
Não é a mãe que já perdi
E nem meu pai
O que eu adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza
O que adoro em ti lastima-me e consola-me
O que eu adoro em ti é A VIDA !!!
Manoel Bandeira
sábado, março 08, 2008
A MULHER

Ó mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosas duma imagem
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem o nunca confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Florbela Espanca
quarta-feira, março 05, 2008
Nas margens do poema
Foto Cátia Peixe-Olhares
Quero-te para além dos meus poemas,
numa imensidão que nos dá vida.
Amar-te nas formas mais supremas,
mergulhar na tua alma enternecida
Quero decifrar no olhar inquietante
os desejos que trazes escondidos
no sorriso doce, sensual e intrigante,
desses lábios rubros, enlouquecidos.
Quero as fantasias ainda não sonhadas
nas labaredas que ardem no teu peito,
que pressinto no teu corpo desejadas
em noites de amor louco no teu leito.
Sonha comigo o sonho que há em ti,
na ternura da noite pela noite acima,
que tudo absorve e concentra em si
e verás quanto amor há em cada rima.
Albino Santos
sábado, janeiro 19, 2008
Chegou a hora do ...

A D E U S
É um adeus...
Não vale a pena sofismar a hora!
É tarde nos meus olhos e nos teus...
Agora,
O remédio é partir discretamente,
Sem palavras,
Sem lágrimas,
Sem gestos.
De que servem lamentos e protestos
Contra o destino?
Cego assassino
A que nenhum poder
Limita a crueldade,
Só o pode vencer a humanidade
Da nossa lucidez desencantada.
Antes da iniquidade
Consumada,
Um poema de líquido pudor,
Um sorriso de amor,
E mais nada.
Miguel Torga
Na hora do ADEUS agradeço a todas as Amigas e a todos os Amigos a sua companhia, os seus comentários, a sua amizade. Levo-os no coração. Recordá-los-ei com saudade.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Tarde...

Foto de Dimitar Dimitrov
Partiste no explendor da mocidade,
E esperei que voltasses novamente.
Escrevias dizendo: _Brevemente..._,
E esperei uma longa eternidade.
Anos depois tu voltas, finalmente;
E a mim mesmo pergunto se é verdade.
Porque sinto mais viva esta saudade
Do que no tempo em que estiveste ausente
Em vez d'essa alegria tão sonhada,
Olhámo-nos, os dois, sem dizer nada.
E cada qual de nós ficou mais triste.
Adivinhaste... e eu adivinhei:
Perguntas-me, talvez: _Porque voltei?_
E eu só te sei dizer: _Porque partiste?
Espínola de Mendonça ( 1891-1944 )
terça-feira, janeiro 15, 2008
É um blog muito bom, sim senhora

Acabo de receber mais um prémio "É um blog muito bom, sim senhora" vindo do maravilhoso ART & DESIGN DE ISABEL FILIPE
Um agradecimento muito sincero à Isabel para quem envio um beijo amigo.
1 - Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;
2 - Só e somente se recebeu o 'É um blog muito bom sim senhor, deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; a tag do prémio; as regras; e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele;
E agora os meus nomeados:
1- BICHO DE CONTA
2- KALINKA
3- DE AMOR E DE TERRA
4- LISA, A ROMÂNTICA
5- MOMENTOS...
6- MARIA VISITA O REINO DE ESTHER
7- PAIXÕES E ENCANTOS
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Companheira
Foto de Marta Bucher - Olhares
Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa
Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito
Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira
Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias
Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia
Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira
PEDRO BARROSO
quarta-feira, janeiro 09, 2008

O Blog "Com Amor" de Marta Vinhais entendeu distinguir o Lumife com o selo "Escritores da Liberdade".
Grato lhe fico ainda que ache imerecida a distinção.Na verdade escrevo pouco transmitindo mais o que os bons Homens de letras nos têm legado.
Segundo as regras passarei o título a 10 blogs que escolhi entre muitos que também o mereciam.
Aproveito a oportunidade para convidar os meus visitantes a deslocarem-se aos blogs agora premiados.
01- NÃO HÁ RIOS IGUAIS de MADALENA PESTANA.
02- CARTAS SEM VALOR de CHARLIE.
03- ALICERCES de HELENA F. MONTEIRO.
04- CHUVISCOS de JOSÉ GOMES.
05- AMORALVA de JORGE VICENTE.
06- ADESENHAR de HENRIQUE
07- AS MINHAS ROMÃS de PAULA RAPOSO.
08- BLOG DO BARÃO 2 de FRANCISCO PEREIRA.
09- FANTASIAS de TERESA DAVID.
10- ESTRANHOS DIAS E CORPO DE DELITO de TMARA
domingo, janeiro 06, 2008
Onde estás ?
Foto de Paulo Cesar - Olhares
É meia-noite... e rugindo
Passa triste a ventania,
Como um verbo de desgraça,
Como um grito de agonia.
E eu digo ao vento, que passa
Por meus cabelos fugaz:
"Vento frio do deserto,
Onde ela está? Longe ou perto?"
Mas, como um hálito incerto,
Responde-me o eco ao longe:
"Oh! minh'amante, onde estás?. . .
Vem! É tarde! Por que tardas?
São horas de brando sono,
Vem reclinar-te em meu peito
Com teu lânguido abandono! ...
'Stá vazio nosso leito...
'Stá vazio o mundo inteiro;
E tu não queres qu'eu fique
Solitário nesta vida...
Mas por que tardas, querida?...
Já tenho esperado assaz...
Vem depressa, que eu deliro
Oh! minh'amante, onde estás? ...
Estrela — na tempestade,
Rosa — nos ermos da vida;
lris — do náufrago errante,
Ilusão — d'alma descrida!
Tu foste, mulher formosa!
Tu foste, ó filha do céu! ...
... E hoje que o meu passado
Para sempre morto jaz...
Vendo finda a minha sorte,
Pergunto aos ventos do Norte...
"Oh! minh'amante, onde estás?..."
(António de Castro Alves - 1847/1871)
quinta-feira, janeiro 03, 2008
As Palavras
Foto de António Carreteiro - Olhares
São como um cristal, as palavras.
Algumas, um punhal, um incêndio.
Outras, orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam: barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes, leves.
Tecidas são de luz e são a noite.
E mesmo pálidas verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta?
Quem as recolhe, assim, cruéis, desfeitas, nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
domingo, dezembro 30, 2007
terça-feira, dezembro 18, 2007
Votos de Boas Festas

PRESÉPIO
A noite era fria
Mas bem estrelada,
A geada caía
Na terra molhada.
No estábulo deitado
Com bafo aquecido,
Em panos enrolado
O Menino nascido.
A Virgem enlevada
Em gestos de amor,
Os anjos cantavam
Hinos de louvor.
Os Anjos cantavam
Chamando os pastores,
E eles abalaram
P`ra adorar o Senhor.
S. José bem feliz
A todos sorria,
Junto do Menino
E da Virgem Maria.
Os Magos chegaram
Olhando a estrela,
O Menino louvaram
E prendas ofereceram.
O Menino nasceu
Em palhas deitado,
Mostrando humildade
Foi assim adorado.
Presépio é recordação
Do primeiro Natal,
Em que Amor e União
São o elo principal.
Olinda Bonito - (12/07)
domingo, dezembro 16, 2007
Poeta de Rua
Foto Anthony Schubert
Vivi pelas noites brincando com a lua,
catando nas ruas poemas do povo de deus.
As rimas são deles, mas os versos são meus.
A inspiração... dormia na rua.
Poeta dos becos que ainda cultua
o fútil lirismo dos versos de amor:
Eu sou, pois que vivo, fiel tradutor
dos belos poemas que a noite insinua.
Parceiros, que fomos, de mil poesias,
que, juntos, catamos poemas escritos
nas noites, nas luas, nas tantas orgias...
ainda dizemos os versos não ditos:
Aqueles, proscritos, das noites sombrias,
que só eu e ela achamos bonitos...
Vinícius Linck
sábado, dezembro 15, 2007
Prémio/Anarca

O BLOG A DESENHAR concedeu ao "Beja" este Prémio/Anarca que agradecemos.
Convidamos os amigos a visitar o A DESENHAR pois tem sempre motivos de interesse. Muitas vezes são problemas intrincados mas que têm sempre solução... ainda que muitos para lá chegar "queimem" os neurónios...
terça-feira, dezembro 04, 2007
Nuvens correndo num rio

Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!
Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.
Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?
Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?
Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.
Natália Correia
sábado, dezembro 01, 2007
PETIÇÃO EM DEFESA DAS CRIANÇAS
PETIÇÃO
EM DEFESA DAS CRIANÇAS
Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Prof. Aníbal Cavaco Silva
Palácio de Belém, Calçada da Ajuda, nº 11, 1349-022 Lisboa
Assunto: PETIÇÃO para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.
Excelência,
No exercício do direito de petição previsto na Constituição da República Portuguesa, verificado o cumprimento dos pressupostos legais para o seu exercício, vêm os signatários abaixo assinados, por este meio, expor e peticionar a V. Exa. o seguinte:
Somos um conjunto de cidadãos e de cidadãs, conscientes de que o abuso sexual de crianças não afecta apenas as vítimas mas toda a sociedade, e de que “a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado” (Elie Wiesel).
Estamos unido(a)s por um sentimento de profunda e radical indignação contra a pedofilia e abuso sexual de crianças, de acordo com a noção de criança do art. 1.º da Convenção dos Direitos da Criança, que define criança como todo o ser humano até aos 18 anos de idade, e partilhamos a convicção de que não há Estado de Direito, sem protecção eficaz dos cidadãos mais fracos e indefesos, nomeadamente, das crianças especialmente vulneráveis, a viver em instituições ou em famílias maltratantes.
Os direitos especiais das crianças são dotados da mesma força directa e imediata dos direitos e liberdades e garantias, previstos na Constituição da República Portuguesa, nos termos dos arts. 16.º, 17.º e 18.º da CRP e constituem uma concretização dos direitos à integridade pessoal e ao livre desenvolvimento, consagrados nos arts 25.º e 26.º da CRP, e do direito da criança à protecção do Estado e da sociedade (art. 69.º da CRP).
Indo ao encontro das preocupações reveladas por V. Exa. relativamente às investigações em curso sobre crimes de abuso sexual de crianças a viver em instituições, e também ao anterior apelo de Vossa Excelência para que não nos resignemos e que não nos deixemos vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo face ao que desejamos para Portugal, sendo que é dever do Estado de fiscalizar a actividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e outras instituições de reconhecido interesse público (art. 63.º, n.º 5 da CRP) e de criar condições económicas, sociais, culturais e ambientais para garantir a protecção da infância, da juventude e da velhice (art. 64.º, n.º 2, al.d) da CRP), vimos requerer a intervenção de V. Exa, através de uma mensagem à AR, ao abrigo do art. 133.º, al. d) da CRP, para a concretização dos seguintes objectivos:
1) A criação de uma vontade política séria, firme e intransigente no combate ao crime organizado de tráfico de crianças para exploração sexual e na protecção das crianças confiadas à guarda do Estado;
2) O empenhamento do Estado, na defesa dos direitos das crianças em perigo e das crianças vítimas de crimes sexuais, em ordem a assegurar a protecção e a promoção dos seus direitos;
3) O estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que assegurem o respeito pela dignidade e necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal, que evitem a vitimização secundária e o adiamento desnecessário dos processos, e que consagrem um dever de respeito pelo sofrimento das vítimas, nos termos dos arts. 8.º e 9.º do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os direitos da criança, relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis, documento ratificado pelo Estado Português, nomeadamente:
a) Proibição de repetição dos exames, dos interrogatórios e das perícias psicológicas;
b) O direito da criança à audição por videoconferência, sem «cara a cara» com o arguido;
c) O direito da criança se fazer acompanhar por pessoa da sua confiança sempre que tiver que prestar declarações;
d) Formação psicológica e jurídica especializada da parte das pessoas que trabalham com as vítimas, de magistrados e de pessoas que exercem funções de direcção em instituições que acolhem crianças, assim como de funcionário(a)s das mesmas;
e) Assistência às vítimas e suas famílias, particularmente a promoção da segurança e protecção, recuperação psicológica e reinserção social das vítimas, de acordo com o art. 39.º da Convenção sobre os Direitos da Criança e o art 9.º, n.º 3 do Protocolo Facultativo à mesma Convenção relativo à venda de crianças, prostituição e pornografia infantis;
f) Uma política criminal que dê prioridade à investigação de crimes de abuso sexual de crianças e de recurso ao sexo pago com menores de 18 anos;
g) Proibição da aplicação de pena suspensa ou de medida de segurança em regime aberto ou semi-aberto (ou tutelar educativa, no caso de o abusador ter menos de 16 anos), a abusadores sexuais condenados;
h) A adopção de leis, medidas administrativas, políticas sociais e programas de sensibilização e de informação da população, nomeadamente das crianças, sobre a prevenção da ocorrência de crimes sexuais e sobre os seus efeitos prejudiciais, no desenvolvimento das vítimas;
4) Proibições efectivas da produção e difusão de material que faça publicidade às ofensas descritas no Protocolo Facultativo à Convenção dos Direitos da Criança.
Requeremos a Vossa Excelência, que num discurso solene, dirigido às crianças, as cidadãs mais importantes do nosso país, assuma, para com elas, estes compromissos, prestando uma manifestação de solidariedade para com o sofrimento das vítimas, pois como disse Albert Camus “não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento”.
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Com os melhores cumprimentos,
Os signatários
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Fronteira
Foto de José Varela
É doce
a tentação do labirinto
assim que o sono chega e se propaga
ao contorno das coisas. Mal as sinto
quando confundo a onda sempre vaga
deste falso cansaço que regressa
ao som da minha estranha e dócil fala
cada vez mais submersa como essa
pequena luz da rua que resvala
plo interior da noite. É quase um sonho
A respirar lá fora enquanto o quarto
se dilui na fronteira que transponho
e afoga a consciência de onde parto
agora sem direito nem avesso
no incerto momento em que adormeço.
Fernando Pinto do Amaral
quinta-feira, novembro 29, 2007
Pressentimento
Foto Martin Kovalik
O amor de agora é o mesmo amor de outrora
Em que concentro o espírito abstraído,
Um sentimento que não tem sentido,
Uma parte de mim que se evapora.
Amor que me alimenta e me devora,
E este pressentimento indefinido
Que me causa a impressão de andar perdido
Em busca de outrem pela vida afora.
Assim percorro uma existência incerta
Como quem sonha, noutro mundo acorda,
E em sua treva um ser de luz desperta.
E sinto, como o céu visto do inferno,
Na vida que contenho mas transborda,
Qualquer coisa de agora mas de eterno.
Dante Milano
quarta-feira, novembro 28, 2007
Perguntas-me quem sou?
Foto Marta Ferreira-Olhares
Perguntas-me quem sou? Sou astro errante
Que um sol dominador a si chamou,
E, cego do seu brilho rutilante,
Se queima nessa luz que o encantou!
Meus passos de inseguro caminhante,
Submissos ao olhar que os escravizou,
Caminham para ti em cada instante
E tu ainda perguntas quem eu sou!
Eu sou aquilo que de mim fizeste,
Sou as horas sombrias que me deste
A troco da ternura que te dei
Perguntas-me quem sou? Nome de Cristo,
Eu nada sou, Amor, eu nem existo,
Mas querendo tu, Amor, tudo serei!
[Reinaldo Ferreira]
Lançamentos de Novos Livros


A EDIUM EDITORES com cerca de 80 títulos publicados, prestes a fazer dois anos de actividade, vai editar o meu novo livro: «Salvador, o Homem e Textos InConSequentes»
Sinopse:
«Salvador, o Homem e Textos InConSequentes»
O livro pode ser dividido em duas partes, das quais, «Salvador, o Homem» abrange cerca de um terço.
Mais próximo da novela do que do conto relata a experiência de Salvador ao descobrir o fantástico que a vida encerra e que o mundo é muito mais do que o que vemos no dia-a-dia, assim como nele, enquanto ser humano, existem dimensões inexploradas, até ignoradas, as quais, quando as descobre e as integra alteram a sua vida e a de todos ao seu redor.
Os textos restantes enquadram-se mais no conceito americano de short-stories e diversificam o leque de leitura de uma forma que cremos será de vosso agrado e em que o próprio título vos permite intuir a existência de nexos, aparentemente inexistentes.
Como na VIDA»
A apresentação do livro ocorrerá no dia 7 de Dez. 21H30, Salão Nobre da Junta de Fregª de S. Mamede de Infesta - entrando pelo Ameal: 1,5 Km. e estão desde já convidados.
- Preço de capa: 10,00€/unidade
- Nº de pág.: cerca de 80
Quem quiser pode (e deve, digo eu), fazer desde já a PRÉ-RESERVA do nº de exempares pretendidos - LEMBREM-SE QUE O NATAL ESTÁ À PORTA . VÃO NECESSITAR DE LEMBRANÇAS E PRENDINHAS (MUITAS), MIMINHOS PARA FAMÍLIA E AMIGOS - para EDIUM EDITORES, email:
ediumeditores@gmail.c0m
Podem optar por duas modalidades de pagamento:
1 - na recepção do livro enviado à cobrança.
2 - desde já, via cheque ou transferência bancária para a Editora e, neste caso os portes dos CTT ficam a cargo da editora. E vocês sabem bem como os portes encarecem o livro em cerca de 50%...
Hei, não deixes para amanhã. Faz já as tuas reservas.
Esta política prende-se com o facto de a Editora estar em fase de transição direccionando-se mais para públicos-alvo via internet o que não onera o preço de capa com encargos de distribuidoras e, assim, melhor servir a cultura através da disseminação do livro a preço mais reduzido.
Ainda não encomendaste? Bora lá gente boa.
Conto contigo, contigo e mais contigo...............
Com todos vós agora e depois, em Dezembro, ao vivo e a cores :))
Conceição Paulino (TMara)

A autora Ana Maria Costa e a Editora "Edium Editores" convidam Vs. Exas, família e amigos para o evento do lançamento do livro de pensamentos "Nascido tarde" a realizar no dia 15 de Dezembro pelas 16 horas nas instalações da Sonae Holding, espaço "Sonae Learning Centre", lugar do Espido, EN 13 - Cidade da Maia.
O livro contém opiniões escritas dos poetas e amigos: Alexandra Oliveira, Francisco Coimbra, José Félix, Maria João Oliveira, Mónica Correia e Xavier Zarco. A apresentação estará a cargo do Professor Doutor José Gil e do Dr. Jorge Vicente. Animado com intervalos de música, performance e declamação dos meus pensamentos pelos actores: Otília Costa, Joana Resende e Ruben Correia.
Finaliza com uma sessão de autógrafos e o cocktail, oferta do espaço "Sonae Learning Centre".
Dado este espaço obedecer a um determinado rigor nas questões de segurança, agradeço as confirmações das vossas presenças até ao dia 10 de Dezembro para o e-mail:
amsoarescosta@gmail.com.
OBS: para aqueles que não podem estar presentes mas desejam adquirir o livro podem reservá-lo através dos e-mails:
amsoarescosta@gmail.com e ediumeditores@gmail.com, fornecendo os vossos dados e a forma de pagamento.
Obrigada e não percam o lançamento do meu primeiro livro "Nascido tarde".
Ao vosso dispôr.
Ana Maria Costa
segunda-feira, novembro 26, 2007
A VERDADE ERA BELA

A verdade era bela,
como vinha nos livros.
À beirinha das águas
a verdade era bela.
Os que deram por ela
abriram-se e contaram
que a verdade era bela,
Quase todos se riram.
Os que punham nos livros
que a verdade era bela,
muito mais do que os outros.
A verdade era bela
mas doía nos olhos
mas doía nos lábios
mas doía no peito
dos que davam por ela.
Sebastião da Gama
Sebastião da Gama nasceu no dia 10 de Abril de 1924 em Vila Nogueira de Azeitão. Licenciado em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras de Lisboa, foi professor do Ensino Técnico Profissional. Estreou-se nas letras no ano de 1945, com o livro Serra-Mãe. Colaborador de revistas como Mundo Literário, Árvore e Távola Redonda, realizou também algumas palestras e conferências. A sua carreira foi abruptamente interrompida pela morte, causada pela tuberculose, decorria o ano de 1952.
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