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A mostrar mensagens de Julho 25, 2005

Mértola

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“Rota do Alentejo” na Casa das Artes Mário Elias



A Casa das Artes Mário Elias, em Mértola, recebe de 18 de Julho a 5 de Agosto a exposição de pintura “Rota do Alentejo”, dos artistas da Magenta – Associação de Artistas pela Arte. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 16h00.
Os artistas da Magenta praticam o realismo, o impressionismo, o expressionismo, o surrealismo, o abstraccionismo, o gestualismo.
Na cor, na construção do espaço, no movimento, na figura, na profundidade, no experimentalismo, na reinvenção do real, têm desenvolvido, não uma escola, nem um movimento, mas afirmando a verdade da arte na construção do homem.
As suas mostras, de Coimbra ao Porto, do Alentejo a Paris, têm construído, em seu entender, o modo mais imediato de levar às populações o trabalho que produzem.
Esta exposição, em Mértola, insere-se numa filosofia de descentralização, levando a arte para fora do circuito usual, em locais como Alvito, Vidigueira, Cuba, Carap…

Alvito - Ermida de S. Bartolomeu

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Foto de António Cunha - Edição da Câmara Municipal de Alvito


A pouco mais de 2 km, à parte ocidental de Alvito, nas imediações da estrada do Galaz, levanta-se a ermida de S. Bartolomeu, na herdade do mesmo nome.
Remonta a 1575 a mais antiga referência documental a este local de culto, desconhecendo-se quem tivessem sido os seus fundadores. O edifício, de planta rectangular e frontaria voltada a Oriente, compreende o presbitério e a nave. O presbitério abre-se para a nave por arco mestre redondo de alvenaria. Primitivamente, alçados e coberturas ostentavam revestimento fresquista. Deste subsistem as pinturas das abóbadas. Na da ousia representam-se anjos músicos e nas outras Santos do hagiológio cristão e o Tetramórfico.

Abril de Sim Abril de Não

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Foto de João Carlos Espinho

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro

vi o Abril que foi e Abril de agora

eu vi Abril em festa e Abril lamento

Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir

vi o Abril de sim e Abril de não

Abril que já não é Abril por vir

e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde

Abril que foi Abril e o que não foi

eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)

Abril de Abril despido (Abril que dói)

Abril já feito. E ainda por fazer.


(Manuel Alegre
30 Anos de Poesia
Publicações Dom Quixote)