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quinta-feira, fevereiro 09, 2012
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Retrato

Um silêncio, um olhar, uma palavra:
Nasceste assim na minha vida,
Inesperada flor de aroma denso,
Tão casual e breve...
Já te visionara no meu sonho,
Imagem de segredo, esparsa ao vento
Da noite rubra, delicada, intacta.
E pressentira teu hálito na sombra
Que minhas mãos desenham, inquietas.
Existias em mim. O teu olhar
Onde cintila, pura, a madrugada,
Guardara-o no meu peito, ó invisível,
Flutuante apelo das raízes
Que teimam em prender-te, minha vida!
(Luis Amaro)
quarta-feira, novembro 30, 2005
"Ainda Refulge ..."

Ainda refulge a chama
que perturbou um dia meus sentidos?
Não se apaga jamais
a luz de certo olhar que em segredo amei?
Chora, em meu coração,
a nostalgia do bem com que sonhei?
Da noite, abismo imenso,
oiço indistinta voz chamar por mim?
O que me falta e inquieta
serás tu, de quem não sei o nome?
Ou todo o sonho erguido é cinza ao vento,
estrela fria, cada vez mais longe
do puro silêncio em que se esvai a vida?
(Luís Amaro)
sexta-feira, agosto 19, 2005
"Ainda Refulge..."

Ainda refulge a chama
que perturbou um dia meus sentidos?
Não se apaga jamais
a luz de certo olhar que em segredo amei?
Chora, em meu coração,
a nostalgia do bem com que sonhei?
Da noite, abismo imenso,
oiço indistinta voz chamar por mim?
O que me falta e inquieta
serás tu, de quem não sei o nome?
Ou todo o sonho erguido é cinza ao vento,
estrela fria, cada vez mais longe
do puro silêncio em que se esvai a vida?
(Luis Amaro - Natural de Aljustrel)
Foto da Net
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