Flor tão pura da madrugada, Tive-a nas mãos! Deixei-a ir No vendaval…
Eu ia cego Na ínvia estrada, Envolto em sombras E pesadelos… Eu ia pálido E já vencido. Ela passou E pôs as mãos Na minha alma, E descerrou Ao meu olhar - Ó luz tão bela - O sol da vida.
Grácil flor Nasceu um dia Na minha estrada. Cingi-a ao peito: E as minhas chagas Ela beijou!