SEI QUE O SILÊNCIO MORDE A MINHA BOCA





Sei que o silêncio morde a minha boca.
Hoje, na melancolia de um fim de tarde,
Chamei por uma estrela solitária.
Essa que morreu antes de chamar pelo teu nome.
Sei hoje que a tua ausência
É a voz do silêncio do meu corpo,
O tempo que faltou ao nosso encontro,
Se pudesse ser outro que não eu
Talvez me pudesse despir de antigas mortes
E olhar-te na madrugada súbita dos teus olhos
E dizer-te que amanhã
É sempre o dia em que te procuro.
Amanhã, será sempre o dia em que te digo
"Amo-te" .

PAULO EDUARDO CAMPOS

In "Na serenidade dos rios que enlouquecem"

Comentários

Cidinha disse…
Olá, Paulo. Passando por aqui. Que maravilha esse seu cantinho. Belos poemas e imagem! Parabéns poeta. Grande sensibilidade! Adorei. Grande abraço!
Cidinha disse…
Desculpe a troca de nomes Luiz.
Grato pela divulgação.
Um abraço
Paulo Eduardo Campos

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