
quinta-feira, julho 20, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
ALVITO - CONCERTO
SONIC KITCHEN
Concerto
Jardim dos Livros, Biblioteca Municipal do Alvito
22 DE JULHO
21H 30M
Numa cozinha instalada ao ar livre prepara-se uma refeição destinada ao público. Verifica-se o gume das facas, batem-se ovos e massa, voam farinhas, repetem-se gestos tantas vezes iguais, usam-se garfos e facas, varinhas e batedeiras, ligam-se lumes e luzes.
Desta cozinha saem continuadamente sons, amplificados, transformados, trabalhados, projectam-se imagens em redor. É assim o concerto que os Sonic Kitchen trazem a Portugal. Uma cozinha com sons num espectáculo divertido e generoso. A encerrar o espectáculo, os espectadores transformam-se em convidados de um jantar que viram e ouviram preparar. E, depois de ver este espectáculo, cozinhar não voltará a ser o que era!
mais informações, em http://www.escritanapaisagem.net/2006/geral.html; tel.: 284 285 440(Posto de Turismo de Alvito)
quinta-feira, julho 13, 2006
sexta-feira, junho 30, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
segunda-feira, junho 19, 2006
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.
Obra de Eugénio de Andrade /2, in «Até Amanhã» , Fundação Eugénio de Andrade
sexta-feira, junho 16, 2006
terça-feira, junho 13, 2006

C O N V I T E
A FESTA DO BARÃO
AOS TRINTA DIAS DO MÊS DE JUNHO manda o Barão de Alvito e sua mui nobre esposa que se convide toda a boa gente destas Terras da Baronia de Alvito para assistir à Festa de Baptizado de seu mui nobre e estimado filho
A Festa do Barão
No dia 30 de Junho, a partir das 19h30 irá ter lugar no Largo das Alcaçarias uma recriação da época tardo-medieval, à moda da Baronia de Alvito.
Trata-se da IV Edição desta festa temática organizada pelo Município de Alvito, que conta mais uma vez com os apoios da Região de Turismo Planície Dourada e da Escola Profissional de Alvito.
O referido evento, que nos anos anteriores teve lugar na Pousada, deverá assim tornar-se mais popular, o que vai ao encontro das solicitações de muitos dos potenciais clientes. O Largo das Alcaçarias é um local que será seguramente um bom palco para esta festa, pois é um espaço amplo e que se situa mesmo por detrás do Paço Acastelado.
Irá pois ser recriada uma noite da época tardo-medieval na qual se pretende reconstituir um banquete real da época, oferecendo um misto de história, cultura e lazer. Reviver o passado nos seus encantos, na rudeza do repasto, nas infinitas e diversas iguarias e manjares e na particularidade da animação.
O(s) público(s)-alvo da iniciativa são todos os interessados que pretendam custear o valor deste jantar com animação, que será de 35€ por pessoa, havendo preços especiais para famílias. Haverá também a possibilidade de alguma animação paralela para todo o Povo, bem como oportunidade de usufruto de um uma pequeno “lanche” (febra, sardinha ou linguiça no pão e um copo de vinho) a um preço simbólico.
A ementa da Festa do Barão é composta por diversos pratos quinhentistas (como a Sopa de Agraço ou a Galinha Mourisca guarnecida com Cenoura e Cominhos em Azeite) e a festa durará enquanto o vinho jorrar!
Olha só:
Beringelas Recheadas
Sopa de Agraço
Galinha Mourisca Guarnecida com Cenoura e Cominhos em Azeite
Carne de Porco Agridoce com Gengibre
Castanhas Estufadas com Ervas Doces
Manjar Divino
Coalhada com Fruta, Mel e Canela
Esta é a ementa para a Festa do Barão. Tire-se desde já o chapéu ao Chefe Santos e a toda a equipa da Escola Profissional de Alvito, responsáveis pela confecção, mise en scéne e mise en place dos manjares desta noite que promete ser de apetite!
A oferta desta noite no passado inclui ainda um Torneio de Armas e muita música e folia, tudo a cargo da Vivarte, companhia de Teatro que desenvolve sempre trabalhos de alto nível na área das recriações históricas.
Com esta iniciativa confirma-se que é possível organizar eventos de qualidade, com continuidade e visibilidade para o concelho de Alvito. Cuidar do património, da tradição e da cultura é cuidar do futuro! Alvito, Património Vivo espera por si!
Informações e Reservas até dia 23 de Junho (inscrições limitadas à capacidade disponível)
Posto de Turismo de Alvito
Tel:284 485 440 ou 284 480 800 (ext. 231)
turismo@cm-alvito.pt
segunda-feira, junho 12, 2006

Foto de Sergey Rizkov
Onde quer que estejas
(encontrar-me-ás).
Encontrarás o meu rastro.
Como fumo de incenso
levado pelo vento.
Vás para onde fores
o vento encontrar-te-á.
Irei nele.
Com ele.
Fundir-me-ei contigo
porque me inalarás
no ar que respiras.
(Conceição Paulino in Falar Mulher)
Rasguei o peito
e dele saíu uma estrela
Com os dedos
afastei os bordos
e olhei o mar
que de dentro brotava
azul cintilante e renovado
(Conceição Paulino in As Tarefas Transparentes)
sexta-feira, junho 09, 2006
Canção do Alentejo

Foto de Fialho Gois
Meu Alentejo trigueiro
Amassado em barro e pão,
Não trocava o mundo inteiro
Por esta terra celeiro
Que mora em meu coração.
Há sempre cantares de amigo
Na melodia dolente
Talhada no desencanto
Que ecoa na noite quente,
No sentir da tua gente
Em trovas feitas de pranto.
Há uma esperança vivida
Quando o sol espreita o montado
Por entre a chuva a correr,
O cheiro do chão molhado
É perfume abençoado,
É seiva que faz crescer.
Sinto-me a sofrer contigo
Quando o ano é de estiagem
E o “suão” traz desenganos;
Na aridez da paisagem
Há sempre um fio de coragem
Nos olhos alentejanos,
Nesta terra tão esquecida….
Meu Alentejo trigueiro
Amassado em barro e pão,
Não trocava o mundo inteiro
Por esta terra celeiro
Que mora em meu coração.
(Orlando Fernandes in Fronteiras do Sonho)
quarta-feira, junho 07, 2006
Não te vás
segunda-feira, junho 05, 2006
Mensageira

Foto de Rebecca Xenia Wright-fotocommunity
Mensageira
Vem amiga, vem depressa,
novas do meu Amor trazer,
não durmo nem descanso
à espera de as conhecer;
O sonho comanda a vida
já lá dizia o poeta
Eu continuei sonhando
à espera da hora certa;
O tempo correu demais
passaram assim muitos anos
o pensamento era só um
apesar dos desenganos;
Quando te vi ali
nem queria acreditar,
olhei-te bem nos olhos,
parecia querer levitar;
O beijo que nós trocámos
ficou-me sempre gravado.
Quem poderá esquecer
a ternura do ser amado?
A chama que sempre viveu,
neste coração apaixonado,
tornou-se fogo intenso,
alto e descontrolado.
Queria estar perto de ti,
quimera dos meus desejos,
seríamos , por certo, felizes
na troca dos nossos beijos.
Não há dia, não há noite,
há sempre uma recordação,
tenho-te gravada na alma
esculpida no coração.
Obrigado Mensageira
pelas novas que me trazes
continuarei porfiando
em lutas tão audazes.
Lumife 05 de Junho de 2006
sábado, junho 03, 2006
ROTA DO FRESCO INTERCONCELHIA PARA A COMUNIDADE LOCAL (DE ALVITO)
PINTURAS ALENTEJANAS POR DESCOBRIR

CONVITE
CLIQUE no blog ALVITO-BAIXO ALENTEJO e faça connosco uma Rota do Fresco. É só um cheirinho... pois ao vivo tem outra côr, outro movimento. E tem a "Guia" Dina Monteiro que a todos os participantes encanta com a sua simpatia e conhecimento profundo da matéria.
Um dia esperamos por si, em Alvito, numa Rota do Fresco...

foto de Jacek Pomykalski
"o teu rosto à minha espera. o teu rosto
a sorrir para os meus olhos. existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras. vês-me
sorrir. brisas incendeiam o mundo.
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos.
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas.
hoje tenho o teu rosto dentro de mim."
(José Luís Peixoto, A Casa, A Escuridão)
quinta-feira, junho 01, 2006

Foto lg-Farid Salemi-photo net
Adormeço
No fundo de um poema
Ainda por fazer
Convoco a memória
E os sentidos
Na procura de tudo
Que se esconde na noite
Mas o silêncio perdura
As palavras fogem de mim
Como folhas de Outono
E desaparecem
Na sombra
De forma indolor
Mas tu já sabes a cor
Do meu silêncio,
As palavras
Que não escrevo,
Aquelas que não digo,
E que clandestinas
Vão pousar
Suavemente
Nos teus lábios...
Frog
quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
Este grão que não germinou...

Foto de LG-Salih Guler-foto net
Este grão que não germinou,
sem motivo e sem razão,
na terra já amanhada;
Correu mundo arrastado
na bolanda do vendaval,
perseguiu mil aventuras,
num desespero de caminhada.
Quis regressar.
Era tarde.
A terra não era dele
a leira fora ocupada.
Aninhou-se em terra estranha,
onde encontrou acolhimento...
Sem o Sol que tanto amava
refugiou-se no Luar
esperando o passar do tempo.
Mas um dia, neste dia,
o Sol voltou a raiar.
Abrindo seu coração,
nele aconchegou o grão
que, feliz, voltou a sonhar…
Lumife 30-05-2006

foto de Marília-fotografia na net
segunda-feira, maio 29, 2006

foto de G Steve-photo net
CANÇÃO
Nunca eu tivera querido
dizer palavra tão louca:
bateu-me o vento na boca,
e depois no teu ouvido.
Levou somente a palavra,
deixou ficar o sentido.
O sentido está guardado
no rosto com que te miro,
neste perdido suspiro
que te segue alucinado,
no meu sorriso suspenso
como um beijo malogrado.
Nunca ninguém viu ninguém
que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste,
e eu sei que ela se vê bem...
Só se aquele mesmo vento
fechou teus olhos, também...
(Cecília Meireles)
sábado, maio 27, 2006

Foto de Sergey Ryzkov
Soneto à maneira de Camões - Sophia de Mello Breyner
Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é meu tormento.
Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que m’o dês – pois o que eu quero
Ninguém o dá se não por um momento.
Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano
E de eu te possuir sem tu me dares.
Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.
sexta-feira, maio 26, 2006

“A vila era longe… Era longe Alvito…”
Talvez o poeta, quem sabe, tivesse usado este início do seu poema para lembrar que o moderno meio de transporte tinha a sua paragem distante desta vila.
Quase meia légua, separava a estação do caminho de ferro da povoação.
A maioria dos passageiros vinha visitar a família. Com eles traziam e levavam malas e caixotes, às vezes bem carregados, que não era fácil transportar num percurso que embora não muito longo, subia… subia… até à vila.
Na estação, esperando os conhecidos passageiros ou algum “caixeiro-viajante”, lá estavam o Quinito (foto acima) e o Afogadinho (como era conhecido). Transportavam com alegria e zelo todos os que chegavam.
Havia sempre lugar para mais um embora se desse mais um apertão.
A viagem era calma, alegre e por vezes perfumada dum “perfume muar” que hoje já poucos lembram.
Os anos passaram. Os tempos mudaram. Embora o comboio ainda passe já não pára.
Os “CHURRIÕES” do “Quinito” e do “Afogadinho” foram arrumados.
Também foram arquivadas nas nossas memórias as recordações das novidades que nos contavam nessas “célebres viagens”.
Restam-nos saudosas lembranças de quem deu muito da suas vidas para facilitar as nossas viagens.
Bem hajam!
Urge fazer a história dos costumes de Alvito…
Olinda
Subscrever:
Mensagens (Atom)
INÚTIL PAISAGEM de ANTONIO CARLOS JOBIM
Mas pra quê? Pra que tanto céu? Pra que tanto mar? Pra quê? De que serve esta onda que quebra? E o vento da tarde? De que serve a tarde? I...
-
Aos meus amigos Por motivo de força maior não me foi possível colocar já, neste blog, a reportagem do I Encontro de Blogs em Alvito. Fá-lo-e...
-
Desejo que neste Natal, antes de perceber Jesus nas luzes que piscam pela cidade, O encontre primeiramente em seu coração. E, à frente de qu...
-
PRESÉPIO A noite era fria Mas bem estrelada, A geada caía Na terra molhada. No estábulo deitado Com bafo aquecido, Em panos enrolado O Menin...
















