quarta-feira, janeiro 25, 2006




ADEUS…


Além longe, atrás daquele monte,
lá bem fundo,onde o Sol se esvai,
há searas doiradas,e defronte
um rio ,salgueiros e cantam pardais.



Há vida, há Natureza,há calor,
deste lado o Mundo arrefeceu,
o Homem destruiu sem amor
tudo o bom que a Natureza deu.




Foi-se o verde lindo dos trigais,
a mancha vermelha das papoilas,
a água a correr nos milheirais,
não se ouvem cantigas de moçoilas.



Há máquinas infernais assobiando,
o seu som por entre a pedraria,
escavam,partem e vão levando
o ventre da Terra, dia após dia.



Há fumo, cinza, desilusão,
A Terra esventrada dá tristeza,
Há estradas, um Mundo de betão,
Deixou de se ouvir a Natureza.

OLINDA
01/06

12 comentários:

paper life disse...

Era tão bonito!

Tão triste esta realidade.

.

Bj

isa xana disse...

a triste realidade que nos cerca

*

Thiago Forrest Gump disse...

Belas rimas e imagens!


Abraços

wind disse...

Poema demasiado real e triste com boa escolha de fotos para o acompanhar. Beijos

sónia disse...

Passei só para deixar um beijinho!

ZezinhoMota disse...

Parabéns pelo lindo poema que nos ofereces e pelas imagens, estás no teu melhor, é uma triste realidade mas alguém tem que pôr o dedo na ferida.
Fica bem.
ZezinhoMota

lena disse...

as fotos foram muito bem escolhidas,
esse "ADEUS" é triste e dorido, num poema tão belo que tanto nos diz
como adoro "a mancha vermelha das papoilas"

deixo-te um beijo e espero que a Carolina esteja bem , beijinhos para a bébé linda

lena

Clife disse...

Sad but true... é o mundo que temos.

Um sentir expresso de forma... que nos toca dentro.

Um abraço

lena disse...

vim deixar-te um beijo e um abraço meu amigo

lena

Thiago Forrest Gump disse...

A última imagem lembra-me a Amazônia, vá lá saber o por quê! :(

Mocho Falante disse...

A tristeza invadiu este post de hoje!

Abraços

lazuli disse...

pode ser triste sim..mas é duma beleza tal que quase expulsa a tristeza.

Beijos para ti meu amigo