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Foto de Sergey Rizkov





Onde quer que estejas
(encontrar-me-ás).
Encontrarás o meu rastro.


Como fumo de incenso
levado pelo vento.


Vás para onde fores
o vento encontrar-te-á.


Irei nele.
Com ele.


Fundir-me-ei contigo
porque me inalarás
no ar que respiras.



(Conceição Paulino in Falar Mulher)




Rasguei o peito
e dele saíu uma estrela


Com os dedos
afastei os bordos
e olhei o mar
que de dentro brotava


azul cintilante e renovado

(Conceição Paulino in As Tarefas Transparentes)

Comentários

batista filho disse…
Meu irmão, grato por essas maravilhas, que eu não conhecia. Valeu, mesmo!
André Ferreira disse…
Belos poemas. Não conhecia a poetisa. Obrigado pela partilha
Lisa disse…
É lindo o post...

Tb lhe desejo dia especial cheio de ternura...feliz "Dia dos Namorados" pra ti...

Te adoro...

Beijossss...
della-porther disse…
Querido lumife.
Estou com saudades...nunca mais fostes me visitar...snif

Aqui tudo sempre lindo...poemas que encantam.
Feliz dia.
Beijos
Emilia Couto (della-porther)
Isa&Luis disse…
Olá,

Imagem linda acompanhada por palavras tão belas, o conjunto ficou encantador.

Obrigada pelo momento!

Beijinhos

Isa
TMara disse…
meu amigo, fiquei tão sensibilizada por teres destacado com este maravilhoso enquadramento dois poemas meus...Sinto-me prestifgiada e honrada. Obrigada com muito carinho. Bj para todos vós :)
batista filho disse…
És tu, TMara?! Volto a dizer: que maravilha de versejar, amiga! Parabéns. Um beijo.
wind disse…
2 belíssimos poemas! beijos

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Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

Como a noite descesse...

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Onde, entretanto, quem me dissesse
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Onde, entretanto, quem me disesse
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Se eu estava só, só e desesperado,
por que gritar tão alto?
Por que não dizer baixinho, como quem reza:
- Ó doce e incorruptível Aurora...
se só as estrelas é que me entenderiam?

Emílio Moura



Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

SE FOSSES ...

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António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij