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PAULA RAPOSO - MARCAS OU MEMÓRIAS DO VENTO





Aos 15 de Outubro de 2009 pelas 21H30 na Biblioteca Municipal de Cascais em S. Domingos de Rana vamos assistir ao lançamento do livro de Maria Paula Raposo, MARCAS OU MEMÓRIAS DO VENTO.

Comentários

Paula Raposo disse…
Desde que entrei para a blogosfera, há 4 anos, tens sido sempre carinhoso para comigo. Só posso agradecer-te. Um dia que nos encontrarmos, abraçar-te-ei sentidamente. Muitos beijos.
Rafael disse…
Boa tarde, peço desculpa por este comentário não dizer respeito a este post,mas foi a maneira mais directa que encontrei de pedir informações.
Sou produtor da companhia de teatro "Lendias d'Encantar" de Beja e gostaria de saber para que endereço de email poderia enviar informação sobre a estreia do nosso próximo espectáculo.
Deixo o nosso contacto de email: lendias.encantar@gmail.com.
Mais uma vez peço desculpa pela intromissão, e agradeço a atenção.
Rafael disse…
Ja agora e por esquecimento, não referi o facto do espectáculo ser baseado na obra de Herberto Hélder.
RG disse…
se assim entender adicione-me
http://colinacarmo.blogspot.com/

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Cantiga para não morrer de Ferreira Gullar

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve. 
.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.
Ferreira Gullar

Como a noite descesse...

Como a noite descesse e eu me sentisse só,
só e desesperado diante dos horizontes que se fechavam,
gritei alto, bem alto: ó doce e incorruptível Aurora!
e vi logo que só as estrelas é que me entenderiam.
Era preciso esperar que o próprio passado desaparecesse,
ou então voltar à infância.
Onde, entretanto, quem me dissesse
ao coração trêmulo:
- É por aqui!

Onde, entretanto, quem me disesse
ao espírito cego:
- Renasceste: liberta-te!

Se eu estava só, só e desesperado,
por que gritar tão alto?
Por que não dizer baixinho, como quem reza:
- Ó doce e incorruptível Aurora...
se só as estrelas é que me entenderiam?

Emílio Moura



Emílio Guimarães Moura (14 de agosto de 1902Dores do Indaiá28 de setembro de 1971Belo Horizonte) foi um poetamodernista, integrante do grupo de modernistas mineiros que ajudaram a revolucionar a literatura brasileira na década de 1920. Foi redator de cadernos literários dos periódicos Diário de Minas, Estado de Minas e A Tribuna de Minas Gerais. Moura foi também professor universit…

SE FOSSES ...

Se fosses luz serias a mais bela De quantas há no mundo: – a luz do dia! – Bendito seja o teu sorriso Que desata a inspiração Da minha fantasia! Se fosses flor serias o perfume Concentrado e divino que perturba O sentir de quem nasce para amar! – Se desejo o teu corpo é porque tenho Dentro de mim A sede e a vibração de te beijar! Se fosses água – música da terra, Serias água pura e sempre calma! – Mas de tudo que possas ser na vida, Só quero, meu amor, que sejas alma!

António Botto
Foto de Aleksandr Krivickij