Diz-me o teu nome - agora, que perdi quase tudo, um nome pode ser o princípio de alguma coisa. Escreve-o na minha mão
com os teus dedos - como as poeiras se escrevem, irrequietas, nos caminhos e os lobos mancham o lençol da neve com os sinais da sua fome. Sopra-mo no ouvido,
como a levares as palavras de um livro para dentro de outro - assim conquista o vento o tímpano das grutas e entra o bafo do verão na casa fria. E, antes de partires, pousa-o
nos meus lábios devagar: é um poema açucarado que se derrete na boca e arde como a primeira menta da infância.
Ninguém esquece um corpo que teve nos braços um segundo - um nome sim.
4 comentários:
Bonito poema...beijos.
E o seu nome é poesia, que se cola a nós e jamais se esquece, como se um corpo fosse.
Beijos.
Que lindos poemas,que romãntico que este homen é.
beijinhos
que ricas maminhas que ela tem...
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