Agora é tarde para novo rumo Dar ao sequioso espírito; outra via Não terei de mostrar-lhe e à fantasia Além desta em que peno e me consumo.
Aí, de sol nascente a sol a prumo, Deste ao declínio e ao desmaiar do dia, Tenho ido empós do ideal que me alumia, A lidar com o que é vão, é sonho, é fumo.
Aí me hei de ficar até cansado Cair, inda abençoando o doce e amigo Instrumento em que canto e a alma me encerra;
Abençoando-o por sempre andar comigo E bem ou mal, aos versos me haver dado Um raio do esplendor de minha terra.
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