Muitas vezes te esperei, perdi a conta, longas manhãs te esperei tremendo no patamar dos olhos. Que me importa que batam à porta, façam chegar jornais, ou cartas, de amizade um pouco - tanto pó sobre os móveis tua ausência.
Se não és tu, que me pode importar? Alguém bate, insiste através da madeira, que me importa que batam à porta, a solidão é uma espinha insidiosamente alojada na garganta. Um pássaro morto no jardim com neve.
Nada me importa; mas tu enfim me importas. Importa, por exemplo, no sedoso cabelo poisar estes lábios aflitos. Por exemplo: destruir o silêncio. Abrir certas eclusas, chover em certos campos. Importa saber da importância que há na simplicidade final do amor.
Comunicar esse amor. Fertilizá-lo. "Que me importa que batam à porta..." Sair de trás da própria porta, buscar no amor a reconciliação com o mundo.
Longas manhãs te esperei, perdi a conta. Ainda bem que esperei longas manhãs e lhes perdi a conta, pois é como se no dia em que eu abrir a porta do teu amor tudo seja novo, um homem uma mulher juntos pelas formosas inexplicáveis circunstâncias da vida.
Que me importa, agora que me importas, que batam, se não és tu, à porta?
Lumife, Que sorte tão grata a minha, abrir, agora, esta página e ler este poema maravilhoso, conjugado com o poema da música de fundo que tens colocado e que é também belíssimo.É isso mesmo, os olhos do nosso amor são sempre janelas abertas sobre o infinito ... Eu, Maria, também certifico, com amizade, que neste blog se abrem aos amigos janelas para o infinito ! E para demonstrá-lo, deixei-te outro certificado no meu blog... Beijinhos Maria.
Mais um escritor com obra meritória que há muita ninguém fala, logo, acho muito positivo teres aqui trazido um dos seus poemas, embora lhe prefira a prosa. Bjs TD
Lindo poema .. Esperamos sempre abrir a porta da nossa vida a quem nunca se lembra de nela bater e, não ouvimos quem a medo pede que a deixemos encostada.
9 comentários:
Lumife,
Que sorte tão grata a minha, abrir, agora, esta página e ler este poema maravilhoso, conjugado com o poema da música de fundo que tens colocado e que é também belíssimo.É isso mesmo, os olhos do nosso amor são sempre janelas abertas sobre o infinito ...
Eu, Maria, também certifico, com amizade, que neste blog se abrem aos amigos janelas para o infinito ! E para demonstrá-lo, deixei-te outro certificado no meu blog...
Beijinhos
Maria.
Mais um escritor com obra meritória que há muita ninguém fala, logo, acho muito positivo teres aqui trazido um dos seus poemas, embora lhe prefira a prosa.
Bjs
TD
Oi Lu...
Muito lindo o post...
PS: "Muitas vezes te esperei, perdi a conta,
longas manhãs te esperei tremendo
no patamar dos olhos."
Lu...salvei a imagem pra mim tá?!
Lindo final de semana com doçura pra ti...
Beijoss...
caro amigo,
tão bonito este poema!!
um grande abraço
jorge
Lindo poema , tão intenso
Gostei imenso...
Beijo de dia lindo agradecido por tão intensos sentires
(*)
O Fernado foi um homem e um poeta que viveu intensamente e depressa. Mas deixou rasto!
Não tenho palavras para descrever o poema que escolheste para partilhar connosco!
Meu amigo, Obrigada pelas palavras deixadas no meu cantinho... Mas vai buscar o certificado.. Foi oferecido a todos..
Vá.. Vai lá!!!
Beijinhos da
Maria valadas
foi bom trazeres hoje o Assis Pacheco. Andamostão "distraídos"...
e um belo poema dos muitos k ele escreveu.
Bjs de luz e paz e bom f.s amigo
Lindo poema ..
Esperamos sempre abrir a porta da nossa vida a quem nunca se lembra de nela bater e, não ouvimos quem a medo pede que a deixemos encostada.
Beijinhos Lumife
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