Lábios que encontram outros lábios num meio de caminho, como peregrinos interrompendo a devoção, nem pobres nem sábios numa embriaguez sem vinho:
que silêncio os entontece quando de súbito se tocam e, cegos ainda, procuram a saída que o olhar esquece num murmúrio de vagos segredos?
É de tarde, na melancolia turva dos poentes, ouvindo um tocar de sinos escorrer sob o azul dos céus quentes, que essa imagem desce de agosto, ou setembro, e se enrola sem desgosto no chão obscuro desse amor que lembro.
Lumife, que poema tão bonito. Evocando imagens que se transportam na via dolorosa da saudade, rumo ao apeadeiro da vida tal qual sentida, momento a momento. Imagens inesquecíveis, momentos, pessoas, nada melhor para enfeitar as palavras do poeta que foi feliz e eficaz na criação deste poema. Que bom que te lembraste de partilhá-lo. A ti, também te lembramos sempre.
1 comentário:
Lumife, que poema tão bonito.
Evocando imagens que se transportam na via dolorosa da saudade, rumo ao apeadeiro da vida tal qual sentida, momento a momento.
Imagens inesquecíveis, momentos, pessoas, nada melhor para enfeitar as palavras do poeta que foi feliz e eficaz na criação deste poema.
Que bom que te lembraste de partilhá-lo.
A ti, também te lembramos sempre.
Beijinhos amigo
Maria
Enviar um comentário