
quinta-feira, agosto 03, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006

Foto de João Carlos Espinho
ALENTEJO
No meio da planura
De céu azul e carmim
Cresci eu, a desventura
E uma réstea de esperança,
Que as Primaveras vividas
Felizes e bem sentidas,
Fossem auroras claras
Dum Verão ardente
Num Alentejo bem quente,
Que incendeia o coração
E a alma desta gente,
Que olha o Outono
Não, como um retorno,
Mas como a aventura
Duma nova viagem,
Tendo em si a miragem
Que do castanho do arado
Virá uma vida nova,
Que a todos lembrará
Que a vida, como o Alentejo
É esperança e amargura,
Coragem e renovação,
Como a força desta gente
Que está sempre presente
P`ra que o trigo dê pão.
(Olinda Bonito - 06/06)
domingo, julho 30, 2006

Foto Sensitivelight
AMAR
Amar é sentir,
Sentir o teu coração.
Amar é dar,
Oferecer o meu olhar.
Amar é perder,
Quando sentimos sofrer.
Amar é vaidade,
Na hora da mocidade.
Amar é dor,
Se não nos dão amor.
Amar é repartir,
O meu e o teu sentir.
Amar é beleza,
Se amamos sem tristeza.
Amar é perdão,
Se nos ferem o coração.
Amar é viver,
Dar e receber.
Amar é felicidade,
Juntos pela idade.
Amar é doação.
Entrega total
E muita dedicação.
(Olinda Bonito 03/06)
sábado, julho 29, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
Suão

Foto de Joâo Espinho
A terra sequiosa, gretada de sede,
deitada num mar amarelo de restolho,
queda-se adormecida até ao por do sol
nos silêncios da planície.
Os sobreiros angustiados,
ardendo na febre do suão,
erguem aos céus os ramos secos
feitos mãos em súplica.
As aves, esvoaçando inquietas,
choram gritos de sede
nas margens desalentadas
de ribeiras sem água.
Um Alentejo queimado,
de entranhas em fogo,
mastiga em desespero,
a poeira quente, das últimas eiras.
Na charneca, prisioneira do suão,
calando amarguras,…ainda cantam
as cigarras, os grilos, os moscardos…
e os homens alentejanos!
(Orlando Fernandes – Alentejo … e outros poemas)
sábado, julho 22, 2006

Foto de Katrin Taepke - (enjoy the silence)
VAZIO
Olho,
Não te vejo.
Falo,
Não te ouço.
Quero-te?
Não sei.
Existes?
Só em sonho.
E é para ti
Este poema…
Sem voz,
Mas com amor.
Sem olhar,
Mas com ternura.
Com tristeza.
Sem rancor.
Com saudade
Do teu calor.
Sei…
Sei que te quis.
Sei que és
A ilusão
Duma ternura
Doce e pura,
Que não terá amanhã.
06/07
(Olinda Bonito)
sexta-feira, julho 21, 2006
Manif: Trabalhadores do Grupo Pestana (Pousada de São Francisco, em Beja).
Trabalhadores do Grupo Pestana manifestam-se esta sexta-feira (21 de Julho), frente às unidades hoteleiras. Em Beja a concentração é junto à Pousada de São Francisco.
Os trabalhadores do Grupo Pestana, que inclui as Pousadas de Portugal, manifestam-se nesta sexta-feira (21 de Julho), frente às unidades hoteleiras, no caso de Beja a concentração tem como cenário a Pousada de São Francisco, desde as 8 horas.
Segundo a Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), os trabalhadores do Grupo Pestana são dos mais mal pagos, com salários na ordem dos 470 euros mensais, a que se junta o facto de não serem aumentados hà mais de 18 meses.
Os sindicalistas acusam a administração da empresa de piorar as condições de trabalho, recusando-se a negociar a revisão do Acordo de Empresa.
Num documento que está a distribuir aos clientes do Grupo Pestana, a FESAHT, explica as razões porque os trabalhadores estão em luta, e descreve, na óptica dos sindicatos, quais os erros a que a privatização das pousadas, conduziu: “Despedimento de cerca de 300 trabalhadores, degradação na qualidade dos serviços prestados, ao encerramento e venda de pousadas, que deverão continuar até ao final do ano e ao aumento dos ritmos de trabalho”, face a tudo isto a estrutura sindical termina afirmando que não há quem aguente isto”.
quinta-feira, julho 20, 2006

Foto de Nuno M. Batista - Olhares
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
(Alexandre O'Neill)
quarta-feira, julho 19, 2006
ALVITO - CONCERTO
SONIC KITCHEN
Concerto
Jardim dos Livros, Biblioteca Municipal do Alvito
22 DE JULHO
21H 30M
Numa cozinha instalada ao ar livre prepara-se uma refeição destinada ao público. Verifica-se o gume das facas, batem-se ovos e massa, voam farinhas, repetem-se gestos tantas vezes iguais, usam-se garfos e facas, varinhas e batedeiras, ligam-se lumes e luzes.
Desta cozinha saem continuadamente sons, amplificados, transformados, trabalhados, projectam-se imagens em redor. É assim o concerto que os Sonic Kitchen trazem a Portugal. Uma cozinha com sons num espectáculo divertido e generoso. A encerrar o espectáculo, os espectadores transformam-se em convidados de um jantar que viram e ouviram preparar. E, depois de ver este espectáculo, cozinhar não voltará a ser o que era!
mais informações, em http://www.escritanapaisagem.net/2006/geral.html; tel.: 284 285 440(Posto de Turismo de Alvito)
quinta-feira, julho 13, 2006
sexta-feira, junho 30, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
segunda-feira, junho 19, 2006
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.
Obra de Eugénio de Andrade /2, in «Até Amanhã» , Fundação Eugénio de Andrade
sexta-feira, junho 16, 2006
terça-feira, junho 13, 2006

C O N V I T E
A FESTA DO BARÃO
AOS TRINTA DIAS DO MÊS DE JUNHO manda o Barão de Alvito e sua mui nobre esposa que se convide toda a boa gente destas Terras da Baronia de Alvito para assistir à Festa de Baptizado de seu mui nobre e estimado filho
A Festa do Barão
No dia 30 de Junho, a partir das 19h30 irá ter lugar no Largo das Alcaçarias uma recriação da época tardo-medieval, à moda da Baronia de Alvito.
Trata-se da IV Edição desta festa temática organizada pelo Município de Alvito, que conta mais uma vez com os apoios da Região de Turismo Planície Dourada e da Escola Profissional de Alvito.
O referido evento, que nos anos anteriores teve lugar na Pousada, deverá assim tornar-se mais popular, o que vai ao encontro das solicitações de muitos dos potenciais clientes. O Largo das Alcaçarias é um local que será seguramente um bom palco para esta festa, pois é um espaço amplo e que se situa mesmo por detrás do Paço Acastelado.
Irá pois ser recriada uma noite da época tardo-medieval na qual se pretende reconstituir um banquete real da época, oferecendo um misto de história, cultura e lazer. Reviver o passado nos seus encantos, na rudeza do repasto, nas infinitas e diversas iguarias e manjares e na particularidade da animação.
O(s) público(s)-alvo da iniciativa são todos os interessados que pretendam custear o valor deste jantar com animação, que será de 35€ por pessoa, havendo preços especiais para famílias. Haverá também a possibilidade de alguma animação paralela para todo o Povo, bem como oportunidade de usufruto de um uma pequeno “lanche” (febra, sardinha ou linguiça no pão e um copo de vinho) a um preço simbólico.
A ementa da Festa do Barão é composta por diversos pratos quinhentistas (como a Sopa de Agraço ou a Galinha Mourisca guarnecida com Cenoura e Cominhos em Azeite) e a festa durará enquanto o vinho jorrar!
Olha só:
Beringelas Recheadas
Sopa de Agraço
Galinha Mourisca Guarnecida com Cenoura e Cominhos em Azeite
Carne de Porco Agridoce com Gengibre
Castanhas Estufadas com Ervas Doces
Manjar Divino
Coalhada com Fruta, Mel e Canela
Esta é a ementa para a Festa do Barão. Tire-se desde já o chapéu ao Chefe Santos e a toda a equipa da Escola Profissional de Alvito, responsáveis pela confecção, mise en scéne e mise en place dos manjares desta noite que promete ser de apetite!
A oferta desta noite no passado inclui ainda um Torneio de Armas e muita música e folia, tudo a cargo da Vivarte, companhia de Teatro que desenvolve sempre trabalhos de alto nível na área das recriações históricas.
Com esta iniciativa confirma-se que é possível organizar eventos de qualidade, com continuidade e visibilidade para o concelho de Alvito. Cuidar do património, da tradição e da cultura é cuidar do futuro! Alvito, Património Vivo espera por si!
Informações e Reservas até dia 23 de Junho (inscrições limitadas à capacidade disponível)
Posto de Turismo de Alvito
Tel:284 485 440 ou 284 480 800 (ext. 231)
turismo@cm-alvito.pt
segunda-feira, junho 12, 2006

Foto de Sergey Rizkov
Onde quer que estejas
(encontrar-me-ás).
Encontrarás o meu rastro.
Como fumo de incenso
levado pelo vento.
Vás para onde fores
o vento encontrar-te-á.
Irei nele.
Com ele.
Fundir-me-ei contigo
porque me inalarás
no ar que respiras.
(Conceição Paulino in Falar Mulher)
Rasguei o peito
e dele saíu uma estrela
Com os dedos
afastei os bordos
e olhei o mar
que de dentro brotava
azul cintilante e renovado
(Conceição Paulino in As Tarefas Transparentes)
sexta-feira, junho 09, 2006
Canção do Alentejo

Foto de Fialho Gois
Meu Alentejo trigueiro
Amassado em barro e pão,
Não trocava o mundo inteiro
Por esta terra celeiro
Que mora em meu coração.
Há sempre cantares de amigo
Na melodia dolente
Talhada no desencanto
Que ecoa na noite quente,
No sentir da tua gente
Em trovas feitas de pranto.
Há uma esperança vivida
Quando o sol espreita o montado
Por entre a chuva a correr,
O cheiro do chão molhado
É perfume abençoado,
É seiva que faz crescer.
Sinto-me a sofrer contigo
Quando o ano é de estiagem
E o “suão” traz desenganos;
Na aridez da paisagem
Há sempre um fio de coragem
Nos olhos alentejanos,
Nesta terra tão esquecida….
Meu Alentejo trigueiro
Amassado em barro e pão,
Não trocava o mundo inteiro
Por esta terra celeiro
Que mora em meu coração.
(Orlando Fernandes in Fronteiras do Sonho)
quarta-feira, junho 07, 2006
Não te vás
segunda-feira, junho 05, 2006
Mensageira

Foto de Rebecca Xenia Wright-fotocommunity
Mensageira
Vem amiga, vem depressa,
novas do meu Amor trazer,
não durmo nem descanso
à espera de as conhecer;
O sonho comanda a vida
já lá dizia o poeta
Eu continuei sonhando
à espera da hora certa;
O tempo correu demais
passaram assim muitos anos
o pensamento era só um
apesar dos desenganos;
Quando te vi ali
nem queria acreditar,
olhei-te bem nos olhos,
parecia querer levitar;
O beijo que nós trocámos
ficou-me sempre gravado.
Quem poderá esquecer
a ternura do ser amado?
A chama que sempre viveu,
neste coração apaixonado,
tornou-se fogo intenso,
alto e descontrolado.
Queria estar perto de ti,
quimera dos meus desejos,
seríamos , por certo, felizes
na troca dos nossos beijos.
Não há dia, não há noite,
há sempre uma recordação,
tenho-te gravada na alma
esculpida no coração.
Obrigado Mensageira
pelas novas que me trazes
continuarei porfiando
em lutas tão audazes.
Lumife 05 de Junho de 2006
sábado, junho 03, 2006
ROTA DO FRESCO INTERCONCELHIA PARA A COMUNIDADE LOCAL (DE ALVITO)
PINTURAS ALENTEJANAS POR DESCOBRIR

CONVITE
CLIQUE no blog ALVITO-BAIXO ALENTEJO e faça connosco uma Rota do Fresco. É só um cheirinho... pois ao vivo tem outra côr, outro movimento. E tem a "Guia" Dina Monteiro que a todos os participantes encanta com a sua simpatia e conhecimento profundo da matéria.
Um dia esperamos por si, em Alvito, numa Rota do Fresco...
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